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Quando você se depara com uma emoção intensa



Às vezes, somos tomados por emoções fortes. A ansiedade, por exemplo, pode surgir de repente e parecer avassaladora: pensamentos acelerados, o peito apertado, um nó no estômago. Nesses momentos, é comum sermos levados pelo desconforto ou pelo medo enquanto tentamos a todo custo afastar a sensação ou mesmo fazer com que desapareça.

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Este exercício é um convite para fazer uma pausa e perceber o que está realmente acontecendo no aqui e agora, neste exato momento. Tem a ver com se voltar em direção à experiência, exatamente como ela é, e não fugir dela. Ao trazer a atenção para o que está acontecendo no corpo-mente, abrimos espaço para uma perspectiva que nos permite relacionar com o que quer que apareça de um jeito diferente.

Por favor, encontre uma posição confortável, sentado/a. Se preferir ficar em pé, tudo bem também. Com os olhos abertos, comece a notar o que está presente na sua experiência. O que os seus sentidos estão captando? O que você vê? Formas, cores?

Quais são os sons na sua experiencia neste exato momento? Sons mais distantes… sons próximos…os sons do corpo…

Talvez você esteja sentindo um gostinho na boca…ou um cheiro, um aroma no ar…

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E as sensações corporais? Deixe que a atenção vague por alguns instantes pelo corpo. Sinta o toque das roupas contra a pele, o peso do corpo, algum desconforto, uma dor, uma coceirinha…

Tudo faz parte da experiencia direta…do momento, aqui e agora…

Agora, direcione a atenção para a emoção intensa que você esteja sentindo; a ansiedade, a tensão, a preocupação, a raiva, a tristeza; o que quer que esteja presente neste momento.

Onde você sente isso no corpo? Na cabeça? Na garganta? No peito? No abdômen? Onde quer que esteja, apenas perceba…

O quê exatamente você sente? Uma sensação de peso? Uma tensão? Um aperto? Uma contração? Um vazio? Um calor? Observe…

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Se essa emoção fosse um objeto, como ela seria? Teria forma? Cor? Permaneça presente com o que surgir…não há necessidade de consertar ou mudar nada…mas, se surgir esse impulso, perceba também…

Existem associações mentais? Que pensamentos aparecem? Que imagens? Memórias? Há alguma história que acompanhe essa sensação? Apenas permaneça com o que está aqui…agora…sinta…observe…

À medida que a observação se aprofunda, talvez comece a surgir um certo espaço…uma distância entre o que está sendo vivido e quem observa…entre a experiência e o observar da experiência…pode ser que surja logo, pode ser que demore mais…mas invariavelmente, em algum momento, ela se revela. E quando essa distância se estabelece, o que acontece com a emoção?

Perceba…talvez ela ainda esteja presente…mas já não toma tanta atenção…já não define quem você é…talvez haja uma certa leveza que torna possível deixar estar a emoção…sem precisar lutar, sem precisar fugir…uma paz de espirito sutil que permite que a experiência siga o seu curso natural…continue observando…

Agora, respire profundamente…prenda o ar por um instante…e solte toda a tensão residual, todo o estresse…deixe que tudo o que não lhe sirva mais sair do corpo com o ar…

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Faça isso mais duas vezes…inspire…prenda…expire…ahhh…inspire…prenda…expire…

Perceba como está se sentindo, neste exato momento, aqui e agora…

Quando uma emoção forte surge, é a atenção que lhe perpetua a existência. Atenção não só na emoção em si, que é uma manifestação do corpo físico, mas também nos elementos que a sustentam: os pensamentos, as histórias. Quando a atenção se volta para o momento presente, ela deixa de alimentar as fantasias que perpetuam a emoção. A isso chamamos desidentificação…

Desidentificação acontece quando você percebe que, não importa o quão difícil seja a situação, o quão intensa seja a emoção ou o quão envolvente seja a história mental que a sustenta, tudo isso é, em essência, experiência. Vem e vai, vai e vem.

A única constante aqui é a observação…que permanece intacta.

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Essa observação, esse observar…é você…

Ronny Lemos

Terapeuta, escritor e professor, Ronny Lemos oferece uma abordagem integrativa que une sabedoria oriental e pensamento psicológico ocidental contemporâneo. Seu trabalho cria um espaço seguro para transformação profunda e consciente, inspirando os outros por meio de seu próprio compromisso contínuo com o autoconhecimento.




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