
O amor compreende uma das frequências energéticas mais alta no universo, de acordo com a escala da consciência criada por Hawkins, o estado de amor vibra em 500Hz. Quando vibramos nesta energia, qualquer emanação inferior de vergonha (20Hz), medo (100 Hz), raiva (150 Hz) não conseguem nos atingir, criando um escudo energético natural, que se forma em torno da aura humana, que repele as vibrações que são imcompatíveis. Isto significa dizer que criamos um campo magnético de atração, de situações, pessoas e lugares com a mesma vibração, criando e multiplicando mais amor. Portanto, o amor é a chave da prosperidade, é através dele que nos unimos aos outros com a mesma pura intenção de devolver ao universo aquilo que vibra dentro de nós.
Desta forma nos relacionamos com o Universo por espelho, aonde a nossa ressonância energética refletirá para os outros a mesma vibração que existe dentro de nós, ou seja, se somos motivados por medo, viveremos mais situações que reforcem esta realidade, e da mesma forma se ressoamos na compaixão e amor, viveremos mais dessas experiências.
E justamente por ser algo tão simples e poderoso o amor foi ao longo da nossa historia distorcido e manipulado, se tornando algo ingênuo ou ainda controlador justificando comportamentos obsessivos e desarmônicos.
Em nossos famílias aprendemos muitas vezes que o amor pode ser sinônimo de sacrificio, quando pais infelizes mantém o casamento por conveniência ou pelos filhos, outras vezes de doação exagerada, quando mães provem e cuidam sozinhas de suas famílias, e o lado mais velado do amor como toxico, pelos pais narcisistas que repetem os padrões familiares de usarem os filhos, para se sustentarem, suprir carências afetivas, ou medo da solidão vivendo a vida de filhos e netos de forma abusiva mascarada pela imagem distorcida de zelo e cuidados.
Nos filmes e literatura o amor é idealizado como um par romântico de contas de fadas, que fazem as pessoas acreditar que precisam ser bonitas, ricas, ou ter muita sorte na vida para encontrar alguém que queira viver ao seu lado pelo resto da vida, numa relação muitas vezes de simbiose e dependência, que não tem nada ver com o amor que respeita o livre arbítrio e as escolhas do outro.
Você já parou para pensar como é o amor para você? Como te ensinaram a amar na sua familia? Esta referência que você tem de amor respeita o livre arbítrio do outro, ou a alma precisa ser suprimida para atender expectativas e carências alheias?
É difícil saber amar ao outro, quando ainda não aprendemos a amar a si próprio. Em nossa sociedade somos sempre ensinado a buscar fora o amor, e não a olharmos primeiro para dentro de nós, respeitando limites, nutrindo-se de auto-cuidados antes de servir ao outro. Quando pensamos na pessoa que mais nos ensinou sobre o que é o amor, lembramos do mandamento mais importante que Jesus nos ensinou: “Amar ao próximo como a ti mesmo!” E se não sabemos a nos amar, como vamos amar ao outro? Provavelmente repetindo as mesmas formas distorcidas que nos ensinaram do que seria o amor.
Para que possamos reprogramar as nossas sinapses sobre o que é amor, lembraremos do que era o amor para Jesus… primeira crença equivocada que trazemos é o conceito que amor deve ser doado a seu pequeno núcleo de amigos e familia. Para Jesus o amor não é restrito a família, raça, credo ou condição social. O amor é enxergar a você no outro, as mesmas dores, vulnerabilidades, anseios e desejos. O amor é ver a sua humanidade no outro, e portanto trata-lo com a mesma dignidade que você tem para si próprio.
O segundo maior ensinamento sobre o amor, por Jesus, é o reconhecimento da nossa soberania como filho e parte de Deus. Se somos criados pela fonte criadora, essa mesma fonte existe dentro de nós como uma parte do nosso DNA, que nos permite ter os mesmos dons de cura, criação, nutrição e amor. Perceba que ao mudarmos o foco de buscar fora o amor, para nutri-lo dentro de nós, como algo inato que faz parte da nossa biologia, isto fere diversas crenças que mantemos de relações de dependência emocional, financeira ou física.
O verdadeiro amor é soberano, é sábio e não ingênuo, sabe quando dar, quando se recolher, e não se perde no outro, porque reconhece a sua essência como a sua verdade interior. Este amor começa primeiro dentro de nós, curando feridas, criando limites, conhecendo e acolhendo vulnerabilidades, traumas e crenças… não é algo fácil de ser construído em nossa sociedade atual, mas é a única fonte verdadeira de prosperidade.




