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Merlin: a magia oculta da vida



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Ao assistir essa serie, me questionei se a ficção copia a realidade ou se a realidade é criada através da ficção. De acordo com a primeira lei hermética, do mentalismo, o Universo é mental, ou seja, toda criação ocorre primeiro no plano das ideias antes de se materializar no plano físico, desta forma o que define qual linha do futuro se materializa, depende da quantidade de energia nutrida para aquela realidade em questão. Ou seja, aquilo que a maior parte das pessoas acreditam, pensam e sentem é o que nutri o futuro que se materializará. Um exemplo fácil de compreender este conceito é, se todo mundo acreditar que o planeta será destruído por uma guerra atômica, concriaremos esta realidade, gerando frequência para que os eventos que sustentam esta realidade se manifestem.

Desta forma os livros e filmes de ficção servem como modeladores de realidades futuras, criando ideias e possibilidades no inconsciente coletivo, que podem ser semeadores de realidades positivas ou negativas. Porém há algumas obras literárias e cinematográficas que são “iniciáticas”. Elas trazem uma sabedoria oculta das leis divinas universais de forma subliminar, através de mitos, lendas e profecias. A história do Rei Athur e do grande Mago Merlin é um clássico exemplo deste, assim como Star Wars, X Man (hibridização), Harry Porter, Senhor dos Anéis, Guardiões da Galáxia, entre outros.

Esses conteúdos trazem códigos de despertar de consciência, insights de novas realidades, ou ainda permite fazer download de conhecimento que trazemos de vidas passadas em que vivemos experiências semelhantes, após assistir parece que se expande uma clareza mental, ou uma percepção nova do contexto geral da vida, de quem somos, da onde viemos e para onde vamos.

Neste sentido, Merlin é uma serie que apresenta os principais arquétipos vivenciados por cada um de nós em nossas vidas medianas, sem perceber que as escolhas diárias que fazemos moldam o nosso caráter, carma e o destino da humanidade.

Na serie o foco não é o famoso e valente Rei Arthur, mas o seu humilde e sábio servo, que possui o don nato da magia, o último herdeiro da linhagem dos Dragonlord, que tem como seu mentor espiritual o último dragão vivo de sua espécie. Merlin, ao contrário do que se espera de um grande mago, ele é magro, fraco, e atrapalhado. Muitas vezes age contra as leis da magia, fazendo promessas que não poderia fazer, mas sempre com um propósito nobre, genuíno e sincero, de salvar a vida do seu tutelado Arthur e do reino de Camelot. E devido a sua pureza de coração e intenção, as suas dividas são resolvidas as vezes gerando novas dividas, ou pagas pela pureza do coração dos principais personagens da trama. 

A maior nobreza de Merlin, que representa o arquétipo do Mago Branco, o grande alquimista, que domina as leis da física e universal com o poder de criar e destruir qualquer forma de vida, é que embora ele na maioria das vezes salve a cena, está sempre no anonimato. Uma vez que o Rei Uther, pai do Principe Arthur não aceita magia, e persegue com morte aqueles que a utilizam, portanto ele não pode compartilha os seus feitos.

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A serie é repleta de ensinamentos, demonstra como é moldado o caráter do Rei Athur, o maior arquétipo do sagrado masculino saudável que já tivemos em nosso planeta, o código dos cavaleiros da tabula redonda nos remete com saudade a falta de caráter presente no gênero masculino em nossa sociedade pelos grandes lideres politicos e empresários que sustentam e regem a vida das pessoas. 

Ao observar a rotina do Rei Uther e do Principe Arthur nos faz lembrar de quais são os verdadeiros valores e responsabilidade de um líder, que está a serviço da população cem por cento do tempo, sendo o primeiro a expor a sua vida para defender a honra e a continuidade do reino, que não tem nada a ver com o luxo, favores e interesses pessoais que regem a agenda dos lideres de estado em nossa atualidade. 

Abaixo eu compartilho na minha percepção quais são os grandes ensinamentos que podemos ter com a trama e os arquétipos representados pelos principais personagens:

  • Druidas: na vida real os druidas são a continuação dos sacerdotes de Lemuria, que após o grande dilúvio passaram a reencarnar junto aos celtas a fim de compartilhar os conhecimentos sagrados sobre as leis da natureza, medicina de ervas e guardiões dos reinos devicos, representado na trama pelos seres místicos como troll, fadas, etc.
  • Old Religion / Magia Antiga: Representa os conhecimentos iniciáticos de alquimia e criação que eram ensinados nos templos sagrados de Lemuria e Atlantida, pelos Sumo Sacerdotes que hoje são os mestres ascencionados da Fraternidade Branca. Esses ensinamentos eram compartilhados a linhagens de guardiões, pessoas predestinadas para receber, ensinar e guardar os portais e templos sagrados da natureza. Portanto não poderia cair em mãos erradas para que a magia não fosse utilizada para criar morte, poder e dominação. Porém com a queda da consciência, e as perseguições aos druidas, seus corações foram corrompidos, e alguns deles passaram a utilizar a magia para proteção ou vingança. 
  • Reino de Avalon: na trama a interação com seres lúdicos como dragões, bestas, unicórnio, e feras, demonstra que o Reino de Camelot fazia parte da mesma dimensão desses seres (quarta dimensão), e portanto compartilhavam a mesma experiência. Com a queda da consciência da humanidade para a terceira dimensão, perdemos a vibração energética para interagir com esses seres, se tornando mitos e lendas, enquanto eles continuam a existir numa realidade superior a nossa. 
  • Merlin: foi considerado um dos últimos grandes magos, de acordo com alguns espiritualistas ele é a consciência de Sant Germain, foi o pai do mestre Jesus (São José), e representa a linhagem pura da descendência do Arcanjo Miguel, Sananda e Jesus.
  • Rei Uther: representa o arquétipo do sagrado masculino tirano, que age baseado na mente racional ao invés de escutar a verdade do coração. Por esta razão é facilmente enganado, caindo em várias armadilhas de magias, seduções e traições. Na trama ele é o típico soberano hipocrita que persegue a magia como algo ruim, sendo que esconde o seu maior segredo de ter se utilizado dela para conseguir um herdeiro.
  • Principe Athur: representa as qualidades nobres do arquétipo do Guerreiro e Imperador, sabe proteger os mais vulneráveis, e lidera suas decisões pautadas com sensibilidade, compaixão e humildade. Reconhece suas falhas, pede desculpas e reconhece o serviço de seus subordinados.
  • Morgana: ela é o arquétipo da sombra, demostra como na maioria das vezes nos perdemos na sombra, guiado por um desejo genuíno e bondoso. Ela nos ensina que o mal também tem a sua própria verdade, que muitas vezes nasce de um desejo puro de salvar alguém, retratar alguma injustiça ou dar voz há algum inocente para ser honrado e reconhecido. 
  • Dragão: representa a voz da verdade, a mesma voz que cada um temos dentro de nós que conversa conosco nos guiando para que o nosso destino seja cumprido. Ou seja, ele é a centelha divina que trazemos do criador em nosso coração, a bússola que nos guia na verdade e missão espiritual.
  • Guinevere: ela representa o arquétipo do sagrado feminino saudável, que sabe servir com amor, sem se fazer submissa. Seu servir tem nobreza, propósito e amor. Ela se doa com verdade, e não por interesse ou vitima, sabe reconhecer suas limitaçoes, e mesmo assim escolher honrar a sua posição.
  • Gaius: é o arquétipo do mestre, o homem sábio que vive a sua sabedoria em cada decisão, conselho e servir. Sua maior sabedoria está na diplomacia para lidar com um rei tirano, muitas vezes se arrisca em decisões difíceis se pondo em vulnerabilidade para salvar o reino, sem receber nenhum reconhecimento ou apreço.

Essa serie nos ajuda a lembrar quais são os verdadeiros valores morais e sociais que devemos nutrir, completamente diferente da nossa sociedade atual, que incentiva o individualismo e o exibicionismo por meio de likes e aparições em mídias como parâmetro de prosperidade e sucesso. Merlin nos mostra que o verdadeiro servir está na verdade do nosso coração, no silêncio que precede a conversa com o nosso eu interior antes de dormir, quando colocamos na balança nossos feitos do dia, e podemos dormir com a consciência e o coração tranquilo que fizemos o nosso melhor, na busca de servir ao amor, a verdade e ao progresso, mesmo que isto não gere nenhum like ou reconhecimento externo.

Rita Malta

Rita Malta é terapeuta holística que transformou uma carreira corporativa em um caminho de cura, espiritualidade e conexão com a natureza.Defende a espiritualidade como uma experiência livre de dogmas, vivida na simplicidade, na natureza e na reconexão entre corpo, mente e espírito.




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