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Amigos, amigos… viagens à parte



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Viagens vão muito além do destino: revela comportamentos, testa relações e mostra que nem toda afinidade resiste à convivência fora da rotina.

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E tem um poder curioso: o de revelar versões nossas que, muitas vezes, nem no dia a dia aparecem com tanta clareza. Basta sair da rotina, mudar de cenário e pronto hábitos, manias, tolerâncias e até o humor entram em modo viagem.

E é aí que tudo começa a ficar interessante.

Tem gente que viaja e simplesmente se transforma. Sai de casa com um único objetivo: aproveitar. Não se estressa com fila, não se incomoda com pequenos imprevistos, ri quando o plano muda e encara cada situação como parte da experiência. É o tipo de viajante que entende que a viagem não é só o destino, mas tudo o que acontece no caminho.

Por outro lado, existe aquele que leva a casa junto no sentido mais amplo possível. Leva as regras, os horários rígidos, as preocupações, a necessidade de controle. Quer que tudo aconteça exatamente como planejado e, quando algo sai do roteiro, o desconforto aparece. Não é que não queira aproveitar, mas tem dificuldade em se desconectar.

Há também os que permanecem exatamente como são. Se no dia a dia são leves, seguem leves. Se são mais críticos ou reclamam com frequência, a viagem não muda isso apenas muda o cenário das reclamações. O atraso do voo, o quarto do hotel, o trânsito local, o clima… sempre haverá algo fora do ideal.

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E há ainda aqueles que encaram a viagem como uma espécie de liberdade temporária. Abrem mão dos horários, flexibilizam planos, deixam espaço para o improviso. São movidos pela curiosidade, pelo prazer de descobrir, de sentir, de experimentar. Para essas pessoas, viajar é menos sobre cumprir um roteiro e mais sobre construir memórias.

E, falando em comportamento, é quase impossível não lembrar que toda boa viagem também vem com boas histórias nem sempre pelos motivos que a gente imagina.

Quem nunca viajou com alguém incrível… até o momento em que a convivência em tempo integral começou?

Eu mesma já vivi isso. Aquela amiga querida, divertida, ótima companhia para a vida, mas que, em viagem, simplesmente não funciona. Precisa manter a rotina, quer impor o próprio ritmo, tem dificuldade em flexibilizar. E, quando a gente percebe, está discutindo sobre horários e escolhas, enquanto o melhor da viagem aquele que não volta vai passando.

E não para por aí. Há também aqueles vínculos de vida inteira que carregam afetos, histórias e certos padrões difíceis de ignorar. Pessoas que, sem perceber, tensionam o ambiente, têm dificuldade em ceder ou acabam interferindo no clima coletivo. Não é sobre falta de carinho é sobre dinâmica.

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Pode soar desconfortável admitir isso, mas é também libertador.

Porque reconhecer essas diferenças não diminui o afeto apenas ajusta as expectativas.

É por isso que aquela frase, dita quase como brincadeira, carrega tanta verdade: amigos, amigos… viagens à parte.

Na prática, nem todo mundo que é ótimo na rotina funciona bem em viagem. E está tudo bem. Há amigos incríveis para conversar, trabalhar, celebrar e outros que são perfeitos companheiros de estrada. Nem sempre essas duas qualidades estão na mesma pessoa.

Viajar junto exige mais do que afinidade: exige ritmo parecido, tolerância, flexibilidade e, principalmente, alinhamento de expectativas. Caso contrário, o que deveria ser leve pode se tornar desgastante.

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No fim, a viagem acaba sendo também um espelho. Ela mostra como lidamos com o novo, com o imprevisto, com o outro e, principalmente, com nós mesmos fora da zona de conforto.

E talvez seja justamente por isso que viajar seja tão transformador para alguns… e tão revelador para todos.

Porque, quando a rotina fica para trás, não sobra muito espaço para disfarces.

E, diante disso, fica a pergunta:

Qual é o seu comportamento quando viaja?

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Responda sinceramente, assim encarando como você realmente é quando viaja pode escolher melhor as companhias, um bom método é escolher por afinidade, assim não tem erro. Desde que você goste de fazer sempre tudo igual, em qualquer lugar até nas férias….

Eu prefiro esquecer horários, obrigações e aproveitar o lugar, as pessoas, as novas amizades….

O ideal é se conhecer, entender o que funciona para você, o que tem certeza de que vai gostar, e o que já sabe que nunca faria. Por exemplo: Eu nunca gostei de acampar, e nunca fui porque tenho absoluta convicção que não seria uma boa companhia, que não ia nem dormir direito, muito menos aproveitar alguma coisa.

E nem eu mesma iria me aguentar. Só ia perder tempo, estragar a viagem dos outros e obvio: gastar dinheiro à toa e não sou dessas.
Um conselho: Viaje para se divertir e nunca, jamais para agradar alguém, mesmo seus amigos mais queridos. E é sério: Ninguém merece.

E aí concorda comigo: Amigos, amigos viagens a parte!!

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Um excelente final de semana a todos!

Grande abraço 😊

Selma Cabral.

Selma Cabral

Selma Cabral- Diretora e Consultora de Turismo e Eventos na Empresa Turismo & Ideias e Colunista e Mentora para Negócios no portal Conteúdo e Mais.




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