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Seu posicionamento define quem se lembra de você



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O posicionamento que assumimos diante da vida revela muito sobre quem somos. É inevitável que, em alguma fase da vida, comecemos a perceber que passamos tempo demais tentando agradar.

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A família, os amigos, os colegas de trabalho, os clientes, os parceiros e até pessoas que mal conhecemos. Queremos ser compreendidos, aceitos, reconhecidos e, sempre que possível, evitar conflitos.

E, nessa tentativa de corresponder às expectativas de todos, muitas vezes deixamos de ouvir a pessoa que deveria ter a primeira palavra sobre nossas escolhas: nós mesmos.

É curioso como aprendemos desde cedo que ser uma boa pessoa significa ser agradável, disponível, compreensiva e prestativa. E não há nada de errado nisso. O problema começa quando confundimos gentileza com obrigação, disponibilidade com falta de limites e respeito com necessidade de aprovação.

Quantas vezes aceitamos um convite sem vontade de ir? Assumimos uma responsabilidade que não era nossa? Concordamos com uma opinião apenas para evitar uma discussão? Ou deixamos de apresentar uma ideia porque alguém poderia não gostar?

São pequenas concessões que, isoladamente, parecem não ter importância. Mas, quando se tornam um hábito, podem nos afastar daquilo que realmente somos.

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O preço de agradar a todos pode ser justamente deixar de ser quem somos.

Quando dizer sim significa dizer não para nós mesmos: No ambiente profissional, essa situação é ainda mais comum.

Queremos atender bem, conquistar oportunidades, manter relacionamentos e demonstrar competência. Por isso, muitas vezes aceitamos trabalhos que não combinam com nossos objetivos, assumimos compromissos além da nossa capacidade ou modificamos nossas propostas para atender a todas as opiniões.

Acreditamos que, sendo flexíveis o tempo inteiro, seremos mais valorizados.

Mas nem sempre acontece assim.

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Quem aceita tudo corre o risco de ser lembrado apenas quando alguém precisa de um favor. Quem nunca estabelece limites pode acabar tendo sua disponibilidade confundida com obrigação. E quem muda constantemente de posição para agradar dificilmente consegue demonstrar aquilo em que realmente acredita.

Isso também acontece com pequenos negócios e profissionais que tentam oferecer de tudo para todo mundo.

Na tentativa de não perder nenhuma oportunidade, acabam deixando de construir uma identidade própria. E, quando tudo parece servir para qualquer pessoa, fica difícil entender o que realmente os torna especiais.

Ter identidade significa também reconhecer que nem todas as oportunidades são nossas.

A maturidade nos ensina a escolher: Talvez uma das maiores conquistas do segundo tempo da vida seja perceber que não precisamos mais participar de todas as conversas, aceitar todos os convites ou justificar cada decisão.

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Com o passar dos anos, começamos a compreender que algumas relações permanecem justamente porque somos autênticos. Outras só existiam porque estávamos sempre disponíveis para atender às expectativas alheias.

E essa descoberta pode ser libertadora.

Não significa tornar-se uma pessoa indiferente, egoísta ou incapaz de negociar. Pelo contrário. A maturidade também nos ensina a ouvir, respeitar opiniões diferentes e reconhecer quando precisamos mudar.

Mas existe uma diferença enorme entre mudar porque aprendemos alguma coisa e mudar apenas para sermos aceitos.

Ter personalidade não é ser inflexível. É saber o que pode ser negociado sem abrir mão do que é essencial.

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E isso vale para os nossos valores, relacionamentos, projetos e sonhos.

Nem todo mundo precisa gostar de você: Essa talvez seja uma das lições mais difíceis de aprender. Por mais cuidadosos que sejamos, sempre haverá alguém que discorde das nossas escolhas, não compreenda nossas decisões ou simplesmente não se identifique conosco.

E tudo bem.

Não precisamos transformar cada discordância em um problema a resolver.

Pessoas diferentes possuem experiências, valores, interesses e expectativas diferentes. É impossível atender a todas elas sem criar contradições.

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O importante é aprender a conviver com essas diferenças sem perder a própria identidade.

Aliás, pense nas pessoas que mais marcaram sua trajetória.

Provavelmente não foram aquelas que concordavam com tudo ou que nunca expressavam suas opiniões. Muitas vezes, lembramos justamente de quem tinha personalidade, defendia suas ideias com respeito, sabia dizer não e demonstrava coerência entre aquilo que falava e aquilo que fazia. São pessoas que deixam marcas porque são verdadeiras.

O exercício de ser quem somos: Talvez possamos começar com algumas perguntas simples.

Antes de aceitar um compromisso, perguntar: eu realmente quero fazer isso ou estou apenas com receio de decepcionar alguém?

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Antes de assumir uma nova responsabilidade: tenho condições de entregar o que estão esperando de mim?

Antes de mudar uma decisão: estou reconsiderando porque encontrei um caminho melhor ou porque desejo a aprovação de outra pessoa?

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E, principalmente, antes de dizer sim para mais uma oportunidade: o que precisarei deixar de fazer para assumir esse compromisso?

Essas perguntas não resolvem tudo, mas ajudam a construir escolhas mais conscientes.

Aprender a dizer não também é uma forma de respeitar o nosso tempo, a nossa energia e os projetos que realmente importam.

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No segundo tempo da vida, talvez já tenhamos acumulado experiências suficientes para compreender que não precisamos provar nosso valor a cada instante.

Podemos ser generosos sem estar disponíveis o tempo inteiro. Podemos ser educados sem concordar com tudo. Podemos acolher opiniões diferentes sem abandonar as nossas convicções.

E podemos escolher melhor onde queremos estar, com quem desejamos caminhar e em quais projetos vale a pena investir.

Porque, no fim das contas, não é a quantidade de pessoas que conseguimos agradar que determina o significado da nossa trajetória.

É a coerência com que vivemos, as relações verdadeiras que construímos e as marcas que deixamos pelo caminho.

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Quem passa a vida tentando ser tudo para todos corre o risco de não ser reconhecido por aquilo que realmente é.

E talvez a grande liberdade do segundo tempo seja justamente esta: deixar de buscar a aprovação de todo mundo e começar a viver com mais fidelidade à própria história.

Uma ótima semana a todos!

Grande abraço 😊

Selma Cabral.

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Selma Cabral

Selma Cabral- Diretora e Consultora de Turismo e Eventos na Empresa Turismo & Ideias e Colunista e Mentora para Negócios no portal Conteúdo e Mais.




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