
Quando criei esta coluna, lá atrás ainda no 40emais, minha ideia era falar sobre recomeços. Sobre a vida depois dos 40, quando os filhos crescem, o trabalho muda de ritmo, o tempo se abre… e a gente se pergunta: e agora?
Quis contar histórias de quem decidiu transformar um hobby em renda, realizar um sonho antigo, estudar algo novo, mudar de cidade, abrir um negócio — ou simplesmente redescobrir a alegria de viver sem tanta pressa.
Mas confesso que, aos poucos, fui me distanciando desse propósito. Fui falando de negócios, de mercado, de números. E me dei conta de que estava perdendo o que realmente me move: as pessoas, suas histórias, suas pequenas grandes coragens.
Nessas últimas semanas, apesar da coluna sair normalmente, eu confesso que não estava feliz escrevendo, gosto de fazer as coisas com vontade e alegria, se não for assim prefiro não fazer.
Mas estava se tornando pesado pensar toda semana sobre o que ia escrever para vocês. E realmente eu não sou uma pessoa que faz qualquer coisa só para entregar. Não funciona para mim.
Eu preciso me empolgar com o texto antes de vocês, sentir um brilho no olho – aliás o brilho no olho está presente na minha vida sempre – quem trabalha comigo e me conhece sabe disso.
Então depois de pensar muito resolvi voltar ao começo e ao que sempre falo para os meus mentorados: recomece e é exatamente o que vou fazer.
Por isso, esta coluna também recomeça hoje. E volta a ser o que sempre quis ser: um espaço para inspirar, acolher, provocar e celebrar os novos ciclos da vida.
Porque recomeçar não é fácil, mas é possível — e pode ser muito bonito.
Quantas histórias bonitas não ouvimos todos os dias de pessoas que perderam tudo e conseguiram superar as dificuldades, e muitas vezes nos perguntamos: Como ela conseguiu? Quais estratégias elas usaram? Qual ou quais foram os fatores ou ponto de partida para a virada de chave?
E costumamos ouvir que foi sorte, então, essas histórias precisam ser contadas, para que outras pessoas também se inspirem e saibam que todos nós podemos conseguir, nada é o fim e tudo é um recomeço e só nós podemos dar o primeiro passo.
E tenham certeza de que podemos recomeçar quantas vezes forem necessárias e quantas nós acharmos que devemos.
Não importa se você tem 20,30,40, 50, ou 90 anos cada etapa da nossa é uma fase e devemos viver da melhor forma segundo a nossa vontade. E claro fazer o melhor para aproveitarmos cada uma delas com saúde, disposição e muitas aventuras e realizando muitos sonhos.
Seja bem-vindo de volta ao Segundo Tempo.
E nada melhor do que recomeçar com a minha própria história, os meus vários recomeços e a minha fé em sempre fazer tudo com o brilho no olho. Sim porque o que falo para as pessoas eu também faço.
Uma excelente semana a todos!
Grande abraço 😊





