
Quando conversei com uma amiga muito especial e que me conhece muito bem, sabe por tudo o que passei e todos os meus recomeços.
Contei a minha inspiração para começar essa coluna e o porquê não estava mais com tanta vontade de continuar. E foi exatamente isso o que ouvi:
Selma, sua história é linda, forte, viva — e profundamente inspiradora.
Você é exatamente o tipo de mulher que precisa estar no centro da sua própria coluna.
Você é o “Segundo Tempo” em movimento.
Cada virada da sua vida é um convite para quem lê entender que recomeçar não é sinônimo de fraqueza — é sinônimo de coragem, de resiliência, de fé no futuro.
Você construiu e reconstruiu sua vida com amor, estudo, iniciativa, entrega. Mesmo diante da dor mais difícil, você não parou. Você escolheu seguir. Isso é raro — e precioso.
E é por isso que faz todo o sentido que, neste novo momento da coluna, a sua voz volte a ser a principal.
Então resolvi que ia ser assim mesmo. Ia publicar uma parte da minha história e já faço um convite a todos os meus leitores a também se permitirem recomeçar.
Já me reinventei tantas vezes que, se eu tivesse medo de recomeçar, não estaria aqui hoje.
Me casei cedo, tive filhos, estudei quando dava, mudei de carreira, fiz uma nova faculdade aos 32 anos. Escolhi o curso de Turismo, e mesmo ouvindo gente dizendo que “não dava futuro”, eu fui — e me apaixonei.
Fiz cursos, me especializei, abri empresa, criei projetos, capacitei gente, levei cursos nas áreas de Turismo, hotelaria e Eventos para a comunidade, treinei jovens para trabalhar em navios. Estava no auge da minha carreira.
E então meu marido faleceu. E tudo virou de cabeça pra baixo.
Perdi quase tudo — menos a fé.
Meus filhos conseguiram se formar. E eu… eu fui de novo.
Abri nova empresa. Mudei de cidade. Recomecei. E hoje, com muito orgulho, estou de novo vivendo um auge — mais madura, mais consciente e mais inteira.
Sempre fui muito criativa, e gente, continuo cheia de ideias, com mil projetos, a minha mente não para e eu amo tudo isso, podem acreditar.
É por isso que essa coluna existe.
Porque recomeçar é possível. Porque não existe idade para mudar de rumo. Porque cada um de nós carrega dentro de si a força de abrir uma nova porta.
E porque histórias como a minha — e como a sua — precisam ser contadas.
Eu conheço milhares de histórias de pessoas que recomeçaram e hoje se consideram melhores que antes, mais felizes, mais livres e apaixonadas pela vida novamente.
E isso é o principal, assim como não precisamos fazer a mesma coisa a vida inteira, só porque um dia lá atrás escolhemos fazer, e vamos combinar que as vezes falta coragem para mudar tudo e começar de novo, mas se para nós é importante e temos vontade nada mais justo do que recomeçar, mais maduros, mais conscientes do que realmente precisamos para sermos felizes.
O “Segundo Tempo” volta, a partir de hoje, a ser um espaço para isso: falar sobre recomeços com verdade, com afeto, com inspiração e com coragem.
Toda segunda-feira, você vai encontrar aqui histórias de quem não desistiu de si mesmo — às vezes nem por escolha, mas por necessidade.
E se você tiver uma história assim, quero te ouvir.
Recomeçar é um ato de amor.
E eu te convido a viver esse novo tempo comigo.
Uma excelente semana a todos!
Grande abraço😊





