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Aquela pausa necessária que faz a diferença



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Sim, às vezes, no turbilhão de coisas do nosso dia a dia, não conseguimos perceber detalhes importantes — a necessidade de uma pausa, de respirar, de reconectar com a gente mesmo. Não percebemos o quanto estamos mal, com níveis angustiantes de estresse que parecem normais, mas não são. E o resultado de tudo isso, infelizmente, já sabemos.

Eu mesma, nos últimos meses, estava trabalhando sem parar — todos os dias, com muitas responsabilidades, prazos, compromissos, ideias surgindo a toda hora — e só percebi o quanto estava exausta quando meu corpo disse “chega”. No último dia de uma longa sequência de eventos, simplesmente não consegui mais continuar.

Tive que sair, ir para casa, e o corpo reagiu da única forma que sabia: parando. Não sei o nome exato do que tive, mas o recado foi claro. Prometi a mim mesma que não deixarei isso acontecer de novo. Minha saúde e minha sanidade são mais importantes que tudo.

E por que estou relatando tudo isso?

Porque ainda existe uma cultura que faz com que a gente associe pausa a preguiça, descanso a perda de tempo, e folga a irresponsabilidade. Mas o tempo vem mostrando — e o corpo também — que é justamente o contrário. Parar é necessário para continuar bem. Fazer pausas é uma forma de inteligência emocional e também de amor-próprio.

Não é fácil. Fomos ensinados que o valor de uma pessoa está ligado à sua produtividade, à sua capacidade de estar sempre disponível, sempre ocupada, sempre rendendo. Só que ninguém consegue manter isso por muito tempo. É como dirigir um carro sem nunca parar para abastecer ou revisar. Em algum momento, ele para. E quando para, o conserto custa caro.

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A pausa, o descanso e o silêncio são tão importantes quanto o movimento, o barulho e a ação.

É nas pausas que as ideias amadurecem.
É nos intervalos que o corpo se recompõe.
É no ócio que a criatividade floresce.

A boa notícia é que não precisamos esperar o colapso para aprender isso. Podemos criar pequenas pausas no nosso cotidiano. Algumas dicas que têm me ajudado — e que talvez sirvam para você também:

  • Desligue-se por alguns minutos. Feche os olhos, respire fundo, e desconecte-se do celular, do computador, das notificações. Cinco minutos podem fazer uma diferença enorme.
  • Inclua pausas curtas entre tarefas. Não é tempo perdido, é tempo de recarga. Levante-se, alongue, olhe pela janela, beba água.
  • Respeite seus limites. Dizer “não” é uma forma de autocuidado. A culpa passa, o cansaço acumulado não.
  • Planeje folgas reais. Um dia livre, uma caminhada, uma viagem curta, um café sem pressa com alguém querido. Pequenas pausas curam mais do que imaginamos.
  • Mude o olhar. Entenda que descansar não é o oposto de produzir. É parte do processo de produzir bem.

Depois que consegui parar, percebi o quanto a minha mente voltou a clarear, como as ideias voltaram a fluir com leveza, como as conversas se tornaram mais agradáveis. A pausa me devolveu não só a energia, mas também o prazer em fazer o que amo.

E, talvez, seja esse o verdadeiro sentido de viver o segundo tempo: compreender que não precisamos mais provar nada a ninguém. Que a nossa maior conquista é viver com equilíbrio, respeitar o próprio ritmo e encontrar alegria nas pequenas coisas.

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Porque a pausa também é um reencontro.

É quando a gente volta a ouvir a própria voz, a olhar o mundo sem pressa, a perceber o que realmente tem valor.
É quando o tempo deixa de ser inimigo e volta a ser aliado.

Então, se puder, permita-se parar — nem que seja por alguns instantes.
Sente-se em silêncio, observe o que há ao seu redor, respire. O mundo não vai acabar porque você parou por um momento. Pelo contrário: ele vai continuar, e você voltará mais inteiro para vivê-lo.

Porque a pausa não é o fim do caminho — é o respiro que nos dá forças para seguir.

E é nesse intervalo, nesse segundo tempo da vida, que tudo faz sentido novamente.

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Gosto de citar exemplos verdadeiros e escrevo nesse espaço muita coisa e histórias do que acontece comigo e não tenho vergonha nenhuma em falar sobre isso, acho importante e serve de inspiração para que outras pessoas repensem e se vejam nas mesmas situações e entendam a hora de parar realmente.

Só assim percebemos o quanto é importante olhar para dentro de nós mesmos e tomar as redes e o cuidado com a pessoa que somos.

Só assim podemos cada vez mais fazer trabalhos melhores e mais inspiradores e entendermos que não somos máquinas e sim humanos com todos os seus dias bons e ruins e o mais importante é saber administrar tudo isso e para nós mulheres temos que entender e administrar nossas oscilações hormonais o que não é pouca coisa, mas conseguimos!

Uma excelente semana a todos!

Grande abraço 😊

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Selma Cabral.

Selma Cabral

Selma Cabral- Diretora e Consultora de Turismo e Eventos na Empresa Turismo & Ideias e Colunista e Mentora para Negócios no portal Conteúdo e Mais.




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