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Um tributo cinematográfico ao 4 de julho



4 de julho

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Olá, meus queridos leitores. Hoje, com o coração leve e a alma grata, escrevo este texto no dia 4 de Julho, data em que os Estados Unidos celebram sua independência. E este ano, a comemoração tem um sabor ainda mais especial para mim. Tornei-me cidadão americano de pleno direito. Um processo longo, cheio de formulários, entrevistas e esperas, mas que valeu cada minuto. Agora que posso oficialmente chamar este país de “meu”, decidi prestar uma homenagem singela a essa terra que aprendi a admirar.

Descobri aqui algo que sempre me pareceu utópico no Brasil: uma ideia concreta de liberdade. Uma noção real de segurança pública. Um senso coletivo de respeito pelas instituições e, mais ainda, pelos direitos civis. Claro, não é um país perfeito — nem de longe. Mas é um país que se leva a sério, e que tenta, mesmo em suas contradições, ser justo. O Brasil tem muito a aprender com isso.

Por isso, neste dia simbólico, resolvi abrir o baú do cinema e revisitar dez filmes clássicos que retratam a Revolução Americana e o nascimento dos Estados Unidos. Não espere aqui só tiros de mosquete, cavalos galopando ou discursos inflamados sob perucas empoadas. Há também humor, drama, música, espionagem e até um pouco de romance. Cada filme da lista tem seu próprio charme, e todos, de alguma forma, ajudam a entender como esse país nasceu e por que ainda fascina tanta gente.

Então, vamos lá.

1. 1776 (1972)

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4 de julho
Howard Da Silva, William Daniels, Ron Holgate e Ken Howard em 1776 (1972)

Baseado no musical da Broadway, este filme é uma verdadeira aula de história… cantada. Sim, é um musical sobre os bastidores da assinatura da Declaração de Independência, com Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin em cena — discutindo, rindo, brigando e, claro, cantando.
A direção é teatral (como se espera de uma adaptação de palco), mas o texto é afiado e a música, surpreendentemente envolvente. Há momentos em que parece que a Broadway invadiu o Congresso, e isso é mais um mérito do que um defeito.

2. Ao Rufar dos Tambores (1939)

4 de julho
Henry Fonda, Ward Bond, Claudette Colbert, Edna May Oliver, e Russell Simpson em Ao Rufar dos Tambores (1939)

John Ford, mestre dos épicos americanos, narra a luta de um casal de colonos (vividos por Henry Fonda e Claudette Colbert) em meio ao caos da revolução na fronteira de Nova York.
A fotografia em Technicolor é uma obra de arte. Ford equilibra drama íntimo e conflito histórico com precisão, embora a narrativa exalte com certo exagero a bravura pioneira. Mas hey, é o 4 de julho — heroísmo nunca é demais.

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3. Audácia de um Rebelde (1957)

4 de julho
Walter Coy e Hal Stalmaster em Audácia de um Rebelde (1957)

Produzido pela Disney, o filme segue um jovem aprendiz de ourives que acaba envolvido com os Filhos da Liberdade e eventos como o Massacre de Boston e o Boston Tea Party.
É um filme feito para o público jovem, mas com surpreendente rigor histórico. Os figurinos e locações são bem cuidados, e a ingenuidade do protagonista combina bem com o olhar idealista que muitos ainda têm da revolução.

4. A Flama da Liberdade (1940)

4 de julho

Cary Grant abandona o charme urbano e veste trajes coloniais para viver um fazendeiro que se envolve com a causa revolucionária.
É um filme que envelheceu com certa solenidade, mas que oferece uma boa representação dos dilemas morais de quem vivia entre a lealdade ao rei e o desejo por liberdade. Grant, como sempre, entrega carisma até de peruca empolada.

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5. Revolução (1985)

4 de julho
Al Pacino e Sid Owen em Revolução (1985)

Al Pacino como um homem simples arrastado para a guerra. Esse é um dos filmes mais sombrios sobre o período. Sem idealismos ou bandeiras tremulando — só lama, dor e sobrevivência.
A direção de Hugh Hudson é ousada ao retratar a guerra com realismo bruto. O sotaque britânico de Pacino é questionável, mas sua entrega é honesta. Um filme injustamente esquecido.

6. A Túnica Escarlate (1955)

4 de julho
Cornel Wilde, Michael Wilding, and Rhys Williams in A Túnica Escarlate (1955)

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Um thriller de espionagem baseado na traição de Benedict Arnold e no papel do major John André. Intriga, códigos secretos e duelos verbais entre cavalheiros.
Embora carregado de dramatizações, o roteiro é bem estruturado e o ritmo, envolvente. Funciona quase como um filme de espiões no século XVIII, com pompa e circunstância.

7. O Discípulo do Diabo (1959)

4 de julho
Kirk Douglas in O Discípulo do Diabo (1959)

Adaptação da peça de George Bernard Shaw, estrelada por Kirk Douglas, Burt Lancaster e Laurence Olivier. Um drama sarcástico sobre honra, religião e revolução.
O texto é filosófico e irônico — Shaw, afinal. A atuação de Olivier rouba a cena com seu General Burgoyne que parece ter saído de uma comédia britânica. Nem todos os públicos irão apreciar o tom, mas quem gosta de sarcasmo bem colocado vai saborear.

8. A Canção da Vitória (1942)

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4 de julho
James Cagney, Joan Leslie e Bert Moorhouse em A Canção da Vitória (1942)

Biografia musical de George M. Cohan, compositor patriótico. Não é sobre a guerra, mas sobre o espírito nacional que dela nasceu.
James Cagney está em seu auge. O ritmo é ágil, as músicas são contagiantes e o patriotismo, explosivo — literalmente. Um filme que faz o coração bater no ritmo da marcha.

9. The Patriot (1953)

Não confundir com o blockbuster de Mel Gibson. Esta é uma versão anterior, mais contida, sobre o mesmo espírito de luta pela independência.
Menos conhecido, mas ainda assim eficaz em sua narrativa clássica e tom respeitoso. Carece de grandes cenas de ação, mas compensa com um roteiro sólido e bons diálogos.

10. Terra do Sonho Distante (1963)

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4 de julho
Stathis Giallelis and Gregory Rozakis in Terra do Sonho Distante (1963)

De Elia Kazan, o filme conta a saga de um imigrante em busca da liberdade americana — uma liberdade possível graças aos ideais fundadores do país.
Uma obra monumental sobre perseverança. A câmera de Kazan acompanha o protagonista com empatia, e mesmo não sendo diretamente sobre a Revolução Americana, é impossível não vê-la como parte de sua consequência.

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Esses filmes nos convidam a olhar com mais profundidade para um momento fundador não só dos EUA, mas da ideia moderna de liberdade política. Ao revisitá-los, vemos como a luta por independência moldou uma cultura, uma estética e um mito nacional.

E sim, entre perucas brancas, canhões fumegantes e discursos inflamados, sobra espaço para nos emocionarmos — e por vezes rirmos — com as contradições e grandezas de um povo que ousou escrever sua própria história.

Se você ficou com alguma dúvida ou quiser indicar outro clássico que não entrou na lista, deixe nos comentários — vou adorar conversar sobre isso com você.

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E se gostou do texto, curte aqui embaixo. Ajuda muito este colunista que vos escreve — agora oficialmente americano, mas sempre de coração aberto ao mundo.

Feliz 4 de Julho.
Até a próxima.

Ricardo

Olá. Meu nome é Ricardo Reis, empresário, ex-professor e (ainda) entusiasta de cinema.




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