
Olá, meus queridos leitores de Conteúdo. Sabem, toda quinta-feira eu leio as estreias nos cinemas aqui do CeM em Cartaz. Afinal, a maioria das estreias é global, então sempre fico sabendo quais filmes eu não vou ver no cinema na semana.
Faz muito tempo que se fala isso, e eu mesmo já critiquei esse fato aqui nesse espaço um sem número de vezes, mas eu quero ver se consigo chegar em uma conclusão. Será que o cinema, enquanto indústria, ainda é viável? Vejam, eu faço essa pergunta com muita preocupação. Afinal, durante décadas, o cinema foi meu ganha pão, e, na minha vida toda, minha paixão. Eu amo o cinema. E o fato dessas estreias não me darem vontade de ir ao cinema, nem falar sobre elas, aliás, nem pensar sobre elas, só me faz pensar uma coisinha: o cinema como conhecemos, está se encerrando.
E não é por falta de merecimento. Durante os últimos anos, nós vimos os grandes players desse mercado fazerem questão de destruir toda a possibilidade de ganhos de audiência. Parece ser de propósito. Filmes ruins, mal escritos, lacradores, com atores ruins. Os grandes executivos de cinema, que deveriam ser os mais interessados em manter o business vivo, são os grandes responsáveis pelo declínio notável do cinema.
O primeiro elemento, que para mim, é muito responsável por essa queda desastrosa, é a maldita cultura (se é que podemos chamar de cultura, né?) Woke. Como pudemos ficar tão chatos? É fato que a maioria dos filmes que hoje chamamos de clássicos, hoje seriam vetados por todos os estúdios. Eles teriam medinho de um bando de adolescentes (alguns até velhos demais pra isso), que grita e fazem escândalo. Ora. Alguém consegue imaginar um John Ford, ou um Stanley Kubrick sendo intimidados por moleques? Pois é. Parece que os grandes responsáveis por fazer a máquina andar perderam as calças. Perderam a macheza. E deixaram os loucos tomarem conta do hospício. Os personagens. Ao podem ser brancos, a não ser que sejam vilões. As mulheres não podem ser femininas. Os negros não podemos ser vilões. Exceto se a trama justifique a tal vilania. Os filmes mais triviais precisam ter uma mensagem política a tira colo. Tem beijo lésbico em filme de criança. Até eu, que, em tese faço parte dessa comunidade, não acho isso sequer …recomendável. Aliás, os gays lacradores são chatíssimos. Meu Deus, como pode?

E por falar em executivos de cinema, hoje em dia não tem mais nenhum que sabe ler um roteiro antes de aprovar orçamento milionário, né? Como que você vai me dizer que um adulto plenamente funcional aprovou a produção desse branca de neve novo? Vocês estão drogados? Não tem meia hora de trabalho naquele roteiro ali não, gente! Imagina o quanto de dinheiro a Disney não teria economizado se tivesse reprovado o roteiro (e todo o resto) desse filme? People, lucro só aparece quando os custos são razoáveis, né? Parece lavagem de dinheiro. Não é possível. Se formos prestar atenção aos grandes lançamentos do ano, vocês vão ver que não tem histórias boas sendo contadas. Tem um arremedo de ideias juntas num papel. É só prestar atenção no quanto de notícias nós temos de problemas em produção de filmes recentes. São muitos. Desde roteiros sendo alterados durante as filmagens, até demissões e brigas em sets. Isso aí é claramente falta de preparo de quem deveria ter tudo sobre controle. O resultado é fracasso, após fracasso, após fracasso. Senhores executivos, honrem os seus MBAs.

Uma outra questão que assombra, ao menos a mim, é como estamos elevando ao estrelato, pessoas que são medíocres. Para dizer o mínimo. Entendem, meus caros, que medíocre não é ruim. Nem bom. É apenas na média. Pegar um orçamento multi-milionário e entregar na mão de uma Greta Gerwing, é arriscar dinheiro. Porque você sabe que ela vai dar uma lacrada. E agora ela vai fazer Nárnia, na Netflix. E já disse que fará alterações que refletem as mudanças sociais do nosso tempo. Leia-se: vai lacrar. Vamos ser muito honestos aqui: Barbie é um filme médio. De médio para baixo. Se não fosse o marketing muito bem feito do filme, ninguém teria ido ver. Aliás, ninguém fala mais desse filme. Nem desse, nem da maioria absoluta dos filmes que ganham o Oscar de melhor filme ultimamente. Quem lembra de Anora? Aliás, nem se fala mais do Ainda estou aqui também. Os filmes são premiados não por suas qualidades, mas por suas politicagens. E os responsáveis por esses filmes são injustamente premiados depois. Para não pegar no pé só de uma pessoa, vocês lembram da Chloé Zhao, que dirigiu o insuportável Nomadland? O filme é chato. Demais. E o que fizeram com esse filme? Deram o Oscar de melhor filme, direção e roteiro. E em seguida a Marvel deu Os Eternos pra moça dirigir. Fracasso retumbante em um filme completamente esquecível. Eu pergunto: onde estão os Scorseses, os Spielbergs, os James Camerons da no a geração? Sim, temos Denis Villeneuve, mas falta. Falta aquela vitalidade dos anos 1980. Aquela imaginação. Hoje nós vemos os mesmos filmes daquela época, com nova embalagem. A safra está ruim.

Por fim, vá os falar da ganância. Ah, a ganância. O oposto da ambição. A ganância é ruim. Apodrece o ambiente. Ora, o que pode ter sido mais ganancioso do que cada estúdio lançar sua própria plataforma de streaming? Eu me pergunto: não estava claro que ninguém ia assinar todas as plataformas? Você não precisa de um diploma de uma escola de negócios (que por acaso, eu tenho), para perceber, com antecedência, que isso ia gerar uma bolha e trazer bilhões em prejuízo. Apenas do ponto de vista de gestão, não era mais simples licenciar suas obras pra Netflix e Amazon Prime? Mas não. Cada um foi lá e inflacionou esse mercado. Resultado: mais dinheiro indo para o ralo. E o pior: se os filmes chegam no streaming apenas três meses depois de estrearem nos cinemas, para que ir ao cinema? Basta esperar e você vai poder assistir a Invocação do Mal 4 no conforto da sua casa. Que boa ideia, hein, estúdios. Mataram as salas de cinema e não lucraram nada com isso. Meus parabéns.
Enfim, trouxe meus dois centavos para essa discussão. E vocês, o que acham disso? Será que o cinema está realmente morrendo, ou eu que fiquei chato? Não esqueçam de curtir e comentar. Isso ajuda muito ao colunista aqui.
Até a próxima.





