
Olá, meus queridos leitores. Hoje, decidi fazer algo diferente. E por um bom motivo. Como vocês provavelmente não sabem, nosso querido dono deste portal, o incansável Marcio, está sofrendo por amor. Pois é. Volta pra ele, Narriman. Ele te ama! E como toda dor merece um pouco de arte (e um tanto de distração), resolvi preparar uma lista de dez filmes clássicos sobre amor e romance que, com certeza, podem curar corações partidos ou, ao menos, ajudar a chorar com mais estilo.
São filmes que marcaram época. Alguns com finais felizes, outros nem tanto. Mas todos têm em comum a capacidade de nos envolver com suas histórias, personagens e, claro, aquele suspiro inevitável de “ai, que lindo”.
Acomode-se, prepare a pipoca e venha comigo por esse passeio romântico no cinema clássico.
1. Casablanca (1942)
Dirigido por Michael Curtiz

Poucas histórias de amor são tão universais quanto esta. Em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, Rick Blaine (Humphrey Bogart) administra um bar em Casablanca, no Marrocos. Ele é durão, cínico e dono de um passado misterioso. Eis que surge Ilsa Lund (Ingrid Bergman), acompanhada de seu marido, um herói da resistência.
O que se segue é um reencontro dolorido entre antigos amantes em uma cidade que serve de ponto de fuga para quem quer escapar da guerra. Rick precisa escolher entre o amor de sua vida e um ideal maior. A escolha final é amarga, mas tão bela que o espectador quase não nota a tragédia pessoal no meio da grandiosidade moral.
Ah, e sim: “We’ll always have Paris.” Mas não o ministro Barroso. Sigamos.
2. …E o Vento Levou (Gone with the Wind) (1939)
Dirigido por Victor Fleming

É impossível falar de grandes romances do cinema sem citar Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable). Ambientado durante a Guerra Civil Americana, o filme mostra a transformação de Scarlett, de uma jovem mimada a uma mulher forte e determinada.
Scarlett ama Ashley (que, sinceramente, é mais mole que sobremesa de gelatina), enquanto Rhett, com todo seu charme canalha, vai se tornando o verdadeiro centro de gravidade emocional dela.
O romance entre os dois é feito de desencontros, orgulho ferido e paixões mal resolvidas. É longo, é intenso, e tem aquele final que faz a gente olhar pro nada e dizer: “Amanhã é um novo dia.”
3. A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday) (1953)
Dirigido por William Wyler

Um conto de fadas ao contrário. Aqui, a princesa escapa do palácio. Literalmente. Audrey Hepburn, em sua estreia no cinema americano, vive uma princesa europeia que foge para explorar Roma como uma pessoa comum. Encontra Joe Bradley (Gregory Peck), um jornalista que primeiro vê uma boa história, mas depois vê algo ainda melhor: um amor sincero.
O filme é doce, engraçado e cheio de momentos inesquecíveis — como o passeio de lambreta pelas ruas da capital italiana.
O final? Agridoce. Porque às vezes, o amor acontece só por um dia. Mas que dia.
4. Tarde Demais para Esquecer (An Affair to Remember) (1957)
Dirigido por Leo McCarey

Este aqui é o filme das promessas românticas. Dois estranhos, Nickie (Cary Grant) e Terry (Deborah Kerr), se conhecem num cruzeiro e se apaixonam, mesmo estando comprometidos com outras pessoas.
Combinam de se reencontrar no alto do Empire State Building após seis meses. Mas o destino, sempre com seu senso de humor peculiar, tem outros planos.
A delicadeza desse filme está na espera, na esperança, naquilo que o amor representa mesmo quando tudo parece perdido. É de cortar o coração, mas também de aquecer a alma.
5. Doutor Jivago (Doctor Zhivago) (1965)
Dirigido por David Lean

Baseado na obra de Boris Pasternak, este épico é mais do que uma história de amor: é um poema visual. Em meio à Revolução Russa, o médico e poeta Yuri Zhivago (Omar Sharif) vive um casamento morno, mas encontra na bela Lara (Julie Christie) a inspiração e a paixão que faltavam em sua vida.
O amor entre os dois é arrebatador, mas condenado. A Rússia muda, os tempos mudam, e o romance precisa sobreviver ao impossível.
É longo, melancólico e belíssimo. Tem neve, guerra, e olhos que se encontram como se fossem versos de um poema.
6. A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity) (1953)
Dirigido por Fred Zinnemann

Conhecido por aquela cena do beijo na praia (sim, aquela), o filme é sobre mais do que uma paixão à beira-mar. A história se passa em uma base militar no Havaí pouco antes do ataque a Pearl Harbor.
Karen (Deborah Kerr) é casada, mas vive um romance proibido com Sargento Warden (Burt Lancaster). Ao mesmo tempo, outros personagens vivem seus próprios dilemas e amores tortos.
É um filme sobre desejo, escolhas e o tempo como inimigo. E o beijo com as ondas batendo nas costas segue sendo uma das imagens mais icônicas do cinema.
7. Sabrina (1954)
Dirigido por Billy Wilder

O charme transborda neste conto de Cinderela moderno. Sabrina (Audrey Hepburn), filha do chofer de uma família rica, volta de Paris transformada e irresistível. Antes invisível, agora encanta os dois irmãos da mansão: o impulsivo David (William Holden) e o racional Linus (Humphrey Bogart).
A disputa começa. Mas o amor verdadeiro, como sabemos, sempre encontra seu caminho — ainda que precise de um empurrão parisiense.
Com figurinos deslumbrantes e diálogos afiados, é um filme sobre como o amor às vezes aparece onde a gente menos espera.
8. My Fair Lady (1964)
Dirigido por George Cukor

Aqui temos uma comédia romântica musical com sotaque britânico e floricultura. Eliza Doolittle (Audrey Hepburn, de novo) é uma vendedora de flores de fala rude. Professor Higgins aposta que pode transformá-la em uma dama refinada, ensinando-a a falar corretamente.
O que começa como um experimento linguístico vira um turbilhão emocional. Entre lições e canções, os dois descobrem o que nem sabiam estar procurando: um ao outro.
É engraçado, encantador e tem aquela clássica sensação de que o amor muda tudo — até o vocabulário.
9. A Bela da Tarde (Belle de Jour) (1967)
Dirigido por Luis Buñuel

Esse é um dos mais complexos da lista. Catherine Deneuve interpreta Séverine, uma dona de casa burguesa que leva uma vida dupla: de dia, esposa recatada; à tarde, trabalha em um bordel.
O filme mistura erotismo, fantasia, repressão e desejo com a elegância de um diretor que sabia mexer com a psique humana.
Não é um romance convencional. Mas é uma história sobre amor, identidade e os limites do que chamamos de normal. E Deneuve está simplesmente hipnótica.
10. Love Story – Uma História de Amor (1970)
Dirigido por Arthur Hiller

Prepare o lenço. Oliver e Jenny se conhecem na faculdade, vivem um amor intenso e se casam, apesar das diferenças de classe social. E então… bem, nem todo amor é para sempre, pelo menos no tempo.
O filme virou fenômeno. A trilha sonora, a frase “Amar é nunca ter que pedir perdão”, tudo entrou para o imaginário popular. É clichê? Um pouco. Mas funciona? Totalmente.
É um daqueles filmes que faz a gente se apaixonar, sofrer, e no fim, agradecer por ter assistido.
Espero que esses filmes ajudem o Marcio (e talvez você aí também) a lidar com as marés do coração. O amor, afinal, tem muitas formas — e o cinema soube filmar algumas delas com maestria. Vai dar tudo certo, meu caro. Ela te ama tanto quanto você a ama.
Se ficou alguma dúvida, deixa nos comentários. Eu leio tudo, juro.
E se gostou do texto, curte aí. Ajuda muito este colunista que vos escreve com tanto c
arinho. E nessa semana, eu quero que todo mundo escreva nós comentários: Volta pra ele, Narriman.
Até a próxima.






Meu querido…vou ser obrigado a revogar seu acesso ao painel….rs…Não acredito…que vergonha
Vai nada. Vai dar tudo certo. Agora, corre atrás dela logo. Não enrola e não espera!!!!!!!