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Empreendedor: quando minha empresa quis desistir de mim



desistir

Meu caro empreendedor, na semana passada, eu trouxe um texto até meio sombrio falando sobre desistir. Sim. Raramente, em publicações sobre o tema, a palavra desistir é trazida a tona. Mas a verdade é que sim, às vezes se trata disso. Mas, no final do texto, eu disse que, para mim, desistir nunca é uma opção. E agora eu quero dar continuidade ao que estava falando.

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Uma empresa, ou uma ideia de algo que você quer transformar em um negócio, é mais do que apenas planilhas, custos, marketing: ela tem que ser algo que você ama. Muito. Por que empreender é muito mais difícil do que parece. E se você está tocando um negócio simplesmente para ganhar dinheiro, mas sem paixão, sem amor pela empresa em si, você está fazendo errado.

E porque? Porque sem amor, qualquer dificuldade que a vida colocar no seu caminho, vai destruir o seu negócio. Você não vai querer superar esse obstáculo. Vai deixar pra lá. Vai acabar desistindo. E a ideia, que pode ser tão promissora, acaba se perdendo. Não tem fogo que arde e serve de combustível pra te guiar, pra te mostrar soluções. Nada. Então, quando vêm as dificuldades, você para. Ah, não vale a pena. Por isso que, quando se empreende, você tem que AMAR o seu negócio.

Eu não vou desistir. Nunca.

Eu digo isso não como grito de guerra. Ou para mostrar como eu sou fod@. Não. Eu não vou desistir simplesmente porque eu AMO a minha empresa. Cada vez que eu fiz um rebrand. Cada vez que eu mudei a paleta de cores. Que eu refiz o site. Que eu postei no Instagram. Tudo. Eu fiz, não só porque aquilo ia me trazer lucro. Ás vezes nem trouxe. Eu fiz porque a ideia do negócio me traz felicidade. É aquele negócio que eu quero ter para sempre.

Mas a gente sempre falha. Nem sempre são falhas catastróficas, mas as vezes a gente erra na condução do dia-a-dia do negócio. Acaba negligenciando uma coisinha aqui. Acaba não fazendo uma outra coisa ali. E, quando se somam essas pequenas falhas, aí a coisa vira uma catástrofe. De proporções bíblicas.

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É fácil dizer: não negligencie nada, então. Mas a verdade é que não somos perfeitos. Vão haver momentos de cansaço. De falta de vontade. De acomodação. Essa é a palavra certa. Especialmente se você tem sócios. A acomodação vem com força. As vezes, até o desentendimento. Isso sempre vai ser normal. Deus não nos criou, e nem o mundo, para ser perfeitos. Longe disso.

Mas o segredo é não deixar que essa acomodação vire regra. Nunca deixe que uma pequena acomodação faça de você um…acomodado. Por que aí que as coisas se perdem. Aí é que a vaca vai para o brejo. Porque você, por mais que esteja até se esforçando, não está buscando inovar. Não está buscando resultados diferentes. Está apenas mantendo aquele dia-a-dia morno, sem novidades. Isso, meu bom empreendedor, mata a empresa. Destrói o sonho. Acomodação leva a estagnação. Que leva a falta de paixão.

Não confunda a falta de paixão com falta de amor. Não é isso. Você ainda ama a sua empresa. Muito. Mas não está demonstrando. E, quando você não demonstra isso, a empresa não te traz resultados apaixonantes. E aí, você perde a graça na coisa.

Eu sei. Eu passei por isso. Deixei as coisas passarem a ser o mesmo arroz com feijão todo dia. Não fui atrás. Não corri o suficiente. Não demonstrei para a empresa que ela era amada. Que eu queria que ela crescesse, se desenvolvesse, evoluísse. Ao contrário. A empresa ficou secundária. As vezes nem atualizava o site. Não buscava novas parcerias. Só a mesma coisa, dia após dia, ano após ano. Até que as coisas ficaram sem graça. Eu não trazia nada de novo para a empresa. E a empresa não meu retribuía com carinho, com novidades, com novos clientes. Ficou….xoxo.

Até que a empresa resolveu me mandar a real. Ou você começa a me tratar como uma empresa de verdade, pensar em mim com carinho, me tratar bem. Repensar a minha identidade, entender o que eu faço e o que eu não faço, e que, como agência, eu não posso, nem quero, fazer tudo, ou eu não quero mais ser sua empresa. É melhor fechar as portas.

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E foi aí que eu mudei. Claro, também tem a inesperada, mas bem-vinda chegada de Jesus na minha vida, que mudou toda a minha postura. Mas o importante é que eu mudei.

Hoje eu quero ser um empresário melhor. Quero tratar a empresa como se deve, com atenção, foco, melhorá-la, definir o que ela faz, e o que não faz e, principalmente, como eu posso fazer, como gestor, para que ela consiga desenvolver todo o seu potencial. Com essa nova postura, eu espero conseguir trazer a empresa de volta, fazer com que seu brilho e sua alegria retornem, e que ela possa atingir todo o seu potencial junto comigo…enquanto empresa.

Empreendedor, resolvi trazer esse depoimento pessoal (que eu juro por tudo que é mais sagrado que é sobre empreendedorismo (rs)), para dizer que você não deve desistir. Jamais. Se você tem um pouquinho, nem que seja bem pouquinho, da chama acesa, corra atrás. Repense suas postura. Veja o que está fazendo de errado. Mas não desista. Não deixe o sonho morrer por uma acomodação. Siga adiante. Busque ajuda. Mas faça a sua empresa bilhar novamente.

Esse foi o papo de hoje. Se você quiser ver as mudanças que eu estou fazendo na minha empresa, siga o Instagram @iappropaganda (sim, pois o site será modificado em breve, então acompanhe o Instagram). Agora eu vou correr, porque eu tenho que trazer a “empresa” de volta.

Até quarta-feira que vem.

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Marcio Cabral Jr.

Márcio Cabral é cineasta, designer gráfico, publicitário e empresário. É diretor de criação na IAP Propaganda, e um dos sócios fundadores do 40EMAIS.




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