
Todo ser humano nasce com um propósito divino individual e coletivo. A alma antes de nascer cria a sua trajetória de vida com o apoio de seres de alta consciência, que compartilham seus conhecimentos no desenho de experiências, relacionamentos, profissão, aprendizados, cultura, laços familiares que farão parte do contexto reencarnacional para atingir o seu propósito divino.
Este plano de alma é o que os hindus chamam de dharma, e quando vivemos alinhado com esse plano, dizemos que estamos no fluxo da vida, e as coisas acontecem de forma fluida, sem necessidade de controle, apenas passamos pelas dificuldades, com os suportes e ferramentas que trouxemos na bagagem que foram escolhidos de acordo com a necessidade de cada situação, podem ser desde as energias dos astros que escolhemos ativar no dia do nascimento, ou ainda o suporte de mentores, e egrégoras espirituais, laços de almas criados em existências anteriores que nos assistem nesta jornada enquanto vestimos o véu do esquecimento.
Nosso plano de alma não precisa ser algo grandioso como se tornar alguém famoso, ou criar algo que impacte a vida de muitas pessoas, a maior parte das almas antigas e de elevado grau de consciência encarnadas neste momento no planeta escolheram viver como pessoas comuns, tais como professores, enfermeiras, mães e pais modestos que doam a sua energia para ancorar a harmonia, união familiar, ensinar, curar e sustentar a vida seja elas nas escolas, empregos privados ou públicos, ou ainda no cuidado dos outros.
Quando desviamos do nosso planejamento inicial, passamos a viver no karma, as ações sejam elas positivas ou negativas tendem a criar novas experiências que podem estender ou encurtar o planejamento inicial chamado de dharma. Para a alma, não existe caminho certo ou errado, toda experiência é valida porque como filhos do criador, estamos aprendendo a ser Deus, e todo aprendizado seja de sombra ou luz são como informações que serão compartilhadas pela grande consciência universal, a disposição de todos os seres que buscam a verdade e iluminação.
Enquanto vivemos no véu esquecemos que somos eternos, ou seja, que a morte do corpo fisico não representa a morte da consciência que habita a nossa alma.. esta sim é imortal, e atemporal… acumula várias experiências dentro no seu corpo superior, que chamamos de Espirito, Eu Sou ou Eu Superior. Quando analisamos a nossa existência física por este anglo, os dilemas materiais deixam de ser dramáticos, porque a sobrevivência da alma não depende da sobrevivência do corpo físico, e isto nos dá liberdade para praticarmos a soberania, ao invés de submetermos nossa alma, valores e princípios em troca de comida, segurança e conforto. Quanto mais despertamos para esta consciência, mais espaço teremos para criar relações, ambientes e empregos que reflitam esta verdade.
No filme Star Wars, os jedis são como os yogues hindus que atingiram o estado de nirvana, e conseguem habitar esta mente superior unificada. Quando eles sentem que a sua missão foi cumprida, apenas se despedem do corpo, e fazem a sua passagem da matéria para o éter, se despindo da veste humana que utilizou temporariamente.
Da mesma forma os grandes avatares Kristina, Buda e Jesus, foram seres que atingiram este nível de iluminação, e não deixaram restos mortais humanos, porque aprenderam a fazer a alquimia em vida de transformar o chumbo (corpo) em ouro (espirito). A jornada final da alma, é atingir este nível de consciência e retornamos para a fonte única da criação.
Em relatos de biografias de santos e yogues é comum deixarem de comer nos últimos anos ou meses de vida, ou seja seu corpo passa a se alimentar somente do prana, atingindo esta alquimia de transcender a matéria.
Portanto qualquer caminho que você decidir seguir estará a serviço da fonte criadora, só cabendo a você escolher um caminho com mais fluidez (dharma) ou um caminho mais longo e talvez desafiador (karma), porém ambos em algum momento da jornada aprenderá a transfromar o carbono em diamante.





