Cena espetáculo – Dança do Fim do Mundo [Volé Cia de Dança em 2022 baseado na vida e na obra de Elza Soares] – imagem divulgação
“Se você me perguntar por onde andei / Amigo, eu me desesperava” – Belchior
O eterno ciclo da transformação nos ensina como devemos destruir parte de nós várias e várias vezes, como o caminho para nos reconstruirmos quantas vezes a vida nos exigir. Já em clima de “reengenharia humana”, quero valorizar quem sabe olhar para dentro de si e ser algo melhor no social, por isso trago mais essa reflexão sonora da vida cotidiana.
Se tudo muda o tempo todo, a coluna Balaio do Leollo também vem nessa metamorfose. Primeiro, alteramos a data semanal de publicação e agora nos encontraremos todo sábado. Após alguns testes e um retorno legal de vocês, resolvemos vir aqui e formalizar essa mudança.
Para o 2026 também estamos em formatação de novas áreas de conteúdo e novas abordagens na editoria para aprofundarmos ainda mais o tema Música Contemporânea. Vem novidade por aí e logo mais vocês saberão mais desse ciclo.
Ainda, vai nascer uma nova coluna assinada por Mauro Galasso, que é o pai do Leollo Lanzone (este que te escreve agora). Galasso vai trazer um formato de podcast em vídeo, que ele desenvolve em parceria com outro grande profissional Wagner Toneli. A coluna Cafeína Criativa Cast vai abordar temas ao redor do empreendedorismo, passando por temáticas como marketing digital, treinamentos, comunicação, empregabilidade e muito mais. Como eles também são doidos por música, vai ter sonoridade na pauta deles. Aguardem as novidades que já vão chegar aqui no portal do Conteúdo e Mais.
2025 possibilidades num único ano
“Vai ter que lutar / E não se iludir com falsas promessas / Não interessa o que ficou prá trás / Levante a cabeça… levante a cabeça”. – Som Nosso De Cada Dia
Restruturação e renovação foi o que 2025 apontou no meu rosto. Esse mantra não cessa de pulsar em mim: “Na procura pela cura da loucura / Quem tiver cabeça dura / Vai morrer na praia”. Sim, eu enlouqueci nesse ano, mas não morri como no ano passado. Revivi, busquei uma boia para não afundar mais uma vez. Notei minha vulnerabilidade e passei a entender como sarar minhas feridas. Continuo nesse processo de costurar meus lamentos e formar minha colcha de tropeços, para aí sim, entender como avançar mais leve na mochila de erros e sem a negatividade da frustração: “Deus me deu pés para dançar / E é exatamente isso que eu farei”.
Foi renovação para tudo quanto foi lado. Na vida pessoal, na ordem mental e no modelo profissional, fiz transgressões para não sufocar no rescaldo da alienação que o mundo tanto me quis impor. Eu estando ainda avariado da revolução chamada de “pandemia”, aprendi na carne que “o medo é uma casa aonde ninguém vai / E dá medo do medo que dá”, e que nos impede de avançar para todos nossos planos.
Tenho associado um termo à minha área de trabalho que é educação corporativa: Ecdise (ou muda) – processo de mudança do exoesqueleto nos animais artrópodes, pois esse esqueleto externo rígido impede seu crescimento contínuo. Isso acontece em cinco etapas: Preparo; Descarte; Vulnerabilidade; Crescimento; e Endurecimento. Mostrando como cada um pode avançar no seu desenvolvimento interno, para ampliar seu preparo para enfrentar as tantas demandas que a vida nunca vai parar de nos impor.
– “Mas o que me importa é não estar vencido”.
Ciente de minha etapa de transformação (minha ecdise), sigo na minha maneira de reconstruir parte de quem sou, para melhorar minha percepção do cenário e me ver capaz de enfrentar tanta revolução acontecendo por ai.
Chegamos ao tempo das retrospectivas. Momento de reflexão e ajustes na rota para enfrentarmos o novo ano que chega carregado de expectativas e oportunidades, além de um emaranhado de dúvidas. Na busca pela cura de minha loucura, caminho meus dias recheados de música. A prova me chega pelas plataformas de streaming que mantenho como bússolas de minha alegria musical – Spotify, SoundCloud e Youtube.
Por elas alcancei métrica e passei a entender mais sobre meu cardápio sonoro e como distribuo essas doses de arte pelo meu cotidiano. Hoje me pego sorrindo pela certeza de que carreguei muita musicalidade importante para mim. Isso tudo (117.572 minutos no Spotify + 1.138 minutos pelo SoundCloud), vem na forma de trilhas sonoras diferentes que se conectam com meus humores (ou dissabores) pelo ano. O fato é que música me soma e me multiplica, seja por onde eu estiver.
Wrapped Spotify 2025
Wrapped Spotify 2025
Wrapped Spotify 2025
Wrapped Spotify 2025
Bem, caso alguém se interesse em saber o que vem nesse meu cardápio sonoro anual, deixo aqui o link de playlist com as músicas mais ouvidas por mim em 2025 (Spotify). São 07:34h de sonoridades que refletem minha vida e meus momentos vividos a cada dia deste ano. Vai que eu ainda possa te inspirar em curtir esse finalzinho de 2025 – ano maluco esse.
Nessa playlist aconselho ouvir no modo aleatório. Veja a magia acontecer na combinação sonora que 2025 forma na sua mente. Prometo que vai ter reflexão, vai sentir vontade de dançar em outros momentos e vai ter história de amor sim; te garanto. Dê play e “deixe o som fazer o resto”.
Se o mundo gira, o play nunca deve parar.
Vida longa ao som bom (em bom som) — Leollo Lanzone





