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A playlist daquele serial killer necessário



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Antes de tudo, longe de querer fazer apologia ao crime nesse texto. A ideia é rever emoções que a arte audiovisual, aliada ao acervo musical, conseguem projetar na nossa tela de vida. E já que chegamos ao mês do Halloween, achei possível abordar essa temática um tanto sangrenta aqui na nossa coluna de musicalidades. Dito isso abro o tema a seguir.

Seu lado criminal é calculado ou passional?

A saga de Dexter Morgan percorreu desde a ensolarada Flórida, passando pelo interior do país e chegando até Nova York (o maior centro urbano americano). Desde 2006 vem revelando, a cada episódio, o contraste entre o homem comum e o monstro que carrega dentro de si, que ele nomeia como “Passageiro Sombrio”.

Seguindo fielmente “o código” que aprendeu de seu pai adotivo, Dexter mantém uma rotina meticulosa: vive relações sociais aparentemente normais, se torna marido e pai, busca ajudar quem precisa, mas guarda parte de sua atenção em momentos ritualísticos que o ajudam a liberar seu lado criminoso calculado, ágil e letal.

Anos de prática domaram esse “Godzilla Interno” (assim que chamo o meu) que Dexter carrega no íntimo e que se mostra sereno por fora, mas implacável especificamente com outros assassinos. O código que ele mantém, faz que ele só mate almas sebosas que veem no outro alvo de sua rapina.

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playlist Dexter acha uma metrópole recheada de assassinos em série para ele dar cabo.

Na última etapa dessa jornada de inúmeras temporadas, chegamos à “Dexter Ressurreição”, onde após simular sua morte na temporada anterior, Dexter chega à Big Apple e se mistura à multidão. Ele assume a versão profissional de motorista de aplicativo e retoma contato com seu filho (que também achava que Dexter estava morto). Entre seu trabalho de motorista e sua vida pacata no subúrbio de Nova York, ele acha uma metrópole recheada de assassinos em série para ele dar cabo.

Imaginar esse ritmo que mistura cenas de fúria e a delicadeza das vidas ao redor, combinam muito bem com a cidade caótica. Portanto, mais uma vez aplaudo desde o diretor, roteiristas, equipe técnica, atores e atrizes. Mas o que torna a experiência ainda mais impactante para mim, foi notar a trilha sonora da série. Um mosaico eclético de sons acompanha momentos sanguinários insólitos, quase sempre seguidos de um alívio perverso para quem assiste. Afinal, era só mais um(a) escroto(a) a menos no mundo.

playlist Dexter Resurrection: da violência à ternura, do grotesco ao humano.

Entre canções que oscilam entre o sombrio e o irônico, o caótico e o poético, a série nos oferece uma verdadeira antologia musical. Cada faixa parece traduzir uma metáfora escondida nas entrelinhas da narrativa: da violência à ternura, do grotesco ao humano. Uma trilha que me levou a refletir por quê uma série assim faz tanto sucesso? Talvez, em um mundo tão brutal e repleto de indivíduos que apoiam seu prazer em arrasar a vida de outros, talvez (disse talvez) um anti-herói assim se torna alguém necessário. O tal do anjo vingador.

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E para mergulhar ainda mais nesse universo sonoro, fui captando faixa à faixa e montei uma playlist Dexter Resurrection (link para Spotify) com artistas que aparecem na série e ampliam esse caleidoscópio de atmosferas. Trago aqui nessa seleção Talking Heads, The Strokes, Bee Gees, Black Sabbath, Justin Townes Earle, Michael Andrews, Scrounge, The Dead Weather, Holly Golightly, Kelly Lee Owens e Residence Deejays (que optei em usar a versão do irretocável Peter Rauhofer, que tinha NY como seu quintal).

Note que cada faixa tem o poder de nos transportar de volta a cenas memoráveis. Como se a música fosse a camada invisível que costura a mente perturbada de Dexter, ao fascínio que sentimos por sua história repleta de brutalidade e humanidade.

Uma metáfora poderosa sobre a atitude de canalizar nossas forças e habilidades para construir um mundo menos apático. E se ninguém é só luz ou só sombra, saber dosar essa balança dentro de nós poderia evitar muitos conflitos sociais. Reforçando aquela velha máxima da vida: pare de fazer gente idiota famosa.

Vida longa ao som bom (em bom som) e aos anti-heróis imprescindíveis – Leollo Lanzone

PS: imagens de divulgação da série

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Leollo

Leollo Lanzone é o alter ego de Mauro Galasso, que é de verdade, mas não cabia numa persona só. Tem olhar objetivo e sensível, tem o hábito de montar playlists, adora dançar eletrônico, sabe cozinhar, falar de amizade e tem opinião sobre quaaase tudo.




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