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O que não é dito também comunica



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Nem toda comunicação acontece por meio das palavras. Muitas vezes, o que mais pesa em uma relação é justamente aquilo que ficou guardado, evitado ou engolido ao longo do tempo. Silêncios, olhares, respostas curtas, adiamentos constantes e até o excesso de cordialidade comunicam mais do que imaginamos.

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Quando não dizemos o que sentimos ou precisamos, algo ainda assim está sendo comunicado. Às vezes é cansaço. Outras vezes, medo de conflito, receio de desagradar ou dificuldade de reconhecer limites. O problema é que o não dito não desaparece, ele se acumula. E o que se acumula tende a sair de forma distorcida, em tom de cobrança, ironia ou explosão.

Grande parte dos conflitos nasce não do que foi falado, mas do que foi silenciado por tempo demais. A comunicação inconsciente cria ruídos porque o outro passa a interpretar comportamentos, tentando adivinhar sentimentos que nunca foram colocados em palavras. E quando entramos no campo da interpretação, a chance de erro é grande.

Comunicar de forma consciente inclui reconhecer quando o silêncio deixa de ser pausa e passa a ser fuga. Pausa é escolha. Fuga é medo disfarçado. A diferença entre as duas está na intenção. Silenciar para organizar emoções é saudável. Silenciar para evitar conversas necessárias costuma cobrar um preço alto depois.

Liderar exige coragem para nomear o que se sente, mesmo quando isso gera desconforto. Não para ferir, acusar ou descarregar emoções, mas para assumir responsabilidade pelo que acontece dentro. Dizer “isso me incomoda”, “eu preciso falar sobre isso” ou “não estou confortável” é um ato de maturidade emocional e também de cuidado com a relação.

Quando aprendemos a comunicar o que antes ficava engasgado, abrimos espaço para relações mais honestas, leves e sustentáveis. O diálogo deixa de ser um campo de tensão e passa a ser um território de construção conjunta. Nem sempre a conversa será fácil, mas o silêncio prolongado costuma ser ainda mais pesado. Uma conversa sustentada por maturidade emocional pode levar a relação a um nível mais profundo e conectado.

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Comunicação consciente não é falar o tempo todo. É ter clareza e, principalmente, perceber pelo sentir quando falar e o que precisa ser dito. Porque aquilo que não encontra palavra acaba encontrando forma, e nem sempre da melhor maneira.

Pergunta para reflexão:
O que você tem silenciado que, no fundo, já pede para ser comunicado?

*Crédito da imagem
A imagem que ilustra este texto foi gerada com o uso de inteligência artificial, tendo como referência uma fotografia da obra ‘O Peso do que não foi dito’, de Camila Bernardo.

Sobre a artista
Camila Bernardo é artista visual. Em sua obra, investiga o silêncio, o não dito e os impactos sutis da comunicação nas relações humanas. O Peso do que não foi dito está em exposição na G. Arte e Galeria (Rua Almeida de Moraes, 45).

Aline Gasparin

Aline Mendes Gasparin, comunicadora e gestora de projetos criativos, com foco em liderança consciente e desenvolvimento humano.




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