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Liderança é uma forma de estar e preparar outros para o mundo



liderança

Antonella me pegou de surpresa quando aceitou o convite dos tios com tanta segurança e entusiasmo para viajar sem os pais pela primeira vez. Ela se sentiu preparada. E, naquele instante, percebi que eu também precisaria colocar em prática a liderança que tanto acredito e compartilho nos meus textos, não a liderança do controle, mas a liderança que inspira crescimento. A liderança que incentiva a voar, e não a permanecer pequena apenas para continuar cabendo dentro dos nossos medos, cuidados e necessidade de proteção.

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A vida mostra o tempo todo que liderança não é um papel que assumimos apenas no trabalho, é uma forma de estar no mundo. Como venho compartilhando por aqui, nas conversas que participo e nas relações que sustento, acredito que lideramos quando escolhemos como reagir dentro de casa, quando sustentamos conversas difíceis, quando educamos um filho, quando orientamos um aluno, quando conduzimos um projeto ou quando acolhemos alguém em um momento de fragilidade. Lideramos nas pequenas decisões, nos gestos cotidianos, na forma como lidamos com nossas emoções e, principalmente, na maneira como nos posicionamos diante da vida.

Naquele momento, enquanto via minha filha animada com a viagem, percebi que existia uma escolha silenciosa acontecendo dentro de mim. Eu poderia agir a partir do medo, da necessidade de mantê-la perto, protegida sob meu olhar e meus cuidados, ou poderia agir a partir da confiança, lembrando que parte do meu papel como mãe também é prepará-la para o mundo. E talvez essa seja uma das formas mais profundas de liderança, ajudar alguém a crescer sem transformar amor em controle.

Foi bonito e desafiador ao mesmo tempo. Senti parte de mim faltando quando ela partiu. E essa experiência também revelou algo importante sobre mim mesma, por mais que eu olhe para minhas emoções, busque amadurecimento emocional e tente não sobrecarregar minha filha com dores ou ausências que são minhas, ainda existem espaços internos que encontro preenchimento no maternar. Existe uma potência afetiva muito grande na maternidade, ela reorganiza prioridades, afetos, rotinas e até a forma como nos enxergamos. E justamente por isso, também exige revisitação constante das nossas emoções, mentalidades e relações.

Daniel Goleman reforça que a base da liderança está na inteligência emocional, especialmente na capacidade de reconhecer emoções, regular impulsos e agir com clareza. Isso significa que, em qualquer papel que ocupamos, nossa presença impacta mais do que nossas palavras. Não é apenas o que dizemos, é o estado interno a partir do qual nos expressamos. E foi exatamente isso que percebi naquela experiência, minha filha talvez não precisasse apenas da minha autorização para viajar, ela precisava sentir a confiança emocional por trás da minha escolha.

Existe uma dimensão da liderança que não aparece em reuniões, cargos ou títulos. Ela acontece nos bastidores da vida, nos momentos em que ninguém está olhando, quando não há reconhecimento, aplauso ou validação externa. E é justamente ali que a liderança mais profunda se constrói. Nos silêncios. Nas despedidas. Nos limites. Na coragem de sustentar o desconforto emocional sem transformar isso em prisão para quem amamos.

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Talvez liderar seja exatamente isso, preparar pessoas para a vida, mesmo quando uma parte de nós gostaria de mantê-las sempre perto. Porque amor não é impedir o voo, é construir segurança suficiente para que o outro possa partir sabendo que existe acolhimento, presença e amor, mesmo na distância.

Quero começar a trazer aqui situações cotidianas nas quais exercemos liderança e muitas vezes não percebemos. Pequenos momentos onde reagimos de forma automática, repetimos padrões ou fazemos escolhas inconscientes. Porque acredito que desenvolver liderança pessoal é justamente trazer luz para esses espaços invisíveis, criando relações mais conscientes, mais maduras e mais humanas, começando pela relação que construímos dentro de nós mesmos.

Pergunta para reflexão
Você tem exercido sua liderança a partir do controle… ou da coragem de preparar as pessoas para crescerem além de você?

 

Aline Gasparin

Aline Mendes Gasparin, comunicadora e gestora de projetos criativos, com foco em liderança consciente e desenvolvimento humano.




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