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Explorando Sonoridades 18



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A eterna ligação da música com nossa vida é uma simbiose dinâmica, pulsante e profundamente afetiva. Ela não apenas acompanha nossos dias, já que os organiza, os colore e, muitas vezes, os traduz melhor do que qualquer palavra. Há momentos em que somos nós que escolhemos a música. Em outros, é ela que nos encontra, nos atravessa e nos devolve sentidos que pareciam dispersos.

É nesse vai e vem que a vida ganha trilha e a música ganha propósito. Passeio pela ancestralidade em nosso repertório, pelo swing charmoso-elegante da black music. Rever expoentes brasileiros e flutuar por uma corrente muito especial da música mundial. Esse agrupamento musical pretende mergulhar no seu ouvido e criar uma relação sensorial positiva. Dê play na seleção Explorando Sonoridades 18 (link para Spotify), leia esse texto e a gente conversa depois.

Pepeu Gomes – álbum: Na Terra A Mais De Mil (1979) Faixa destaque: Meu Coração

Qualidade de produção impecável, dessas que atravessam décadas sem perder brilho. Um retrato sonoro do que se via e ouvia entre o fim dos anos 70 e a entrada dos 80. Pepeu estava presente nas rádios, nas novelas, no Globo de Ouro, no Chacrinha, no Bolinha, no Silvio Santos. Pepeu é desses artistas que não cabem em rótulos: cantor versátil, guitarrista inventivo, presença de palco e linguagem própria. Dou um valor gigante para sua obra criativa, mas também carrego aqui um valor afetivo fenomenal. É música que não apenas marcou época, além de ajudar a construir a memória de um Brasil que cantava junto, com irreverência, técnica e liberdade.

Mariana Nolasco – álbum: Sessions 3 (2026) Faixas destaque: Meu Bem; Deus Me Proteja

Mariana segue construindo uma identidade sonora delicada e extremamente honesta. Em Sessions 3, sua voz chega quase como uma conversa ao pé do ouvido, íntima, leve e emocionalmente precisa. Há uma simplicidade sofisticada nos arranjos que valoriza o silêncio entre as notas, criando espaço para a escuta sensível. “Deus Me Proteja” emociona pela entrega, enquanto “Meu Bem” flutua em afeto cotidiano. É música que não precisa provar nada, apenas existir e tocar genuinamente nossos corações.

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Sant, L7NNON, MC Marechal – Single: Meio (2025) Faixa destaque: Meio

Aqui temos três mentes afiadas encontrando equilíbrio entre reflexão e fluidez. “Meio” é sobre trânsito e não apenas urbano, mas existencial. Cada verso parece medir distâncias entre o que fomos e o que ainda estamos nos tornando. Sant traz densidade, Marechal sustenta a filosofia da palavra e L7NNON costura leveza contemporânea. O resultado é um rap que respira maturidade sem perder conexão com a rua.

Samuel Rosa, Joyce Alane – Single: Palma Da Mão (2025) Faixa destaque: Palma Da Mão

Um encontro que soa natural, quase inevitável. Samuel Rosa carrega sua assinatura melódica inconfundível, enquanto Joyce Alane chega com frescor e sensibilidade contemporânea. A canção é sobre acolhimento, parceria e reconstrução emocional. E quando a letra diz “Você que me cure toda dor / E a palma da mão que, que cabe minha mão / Pra seguir”, tudo se alinha: palavra, melodia e intenção. É música que abraça, constrói pontes e une nossos corações.

Urias – álbum: Carranca (2025) Faixa destaque: Águas De Um Mar Azul + Etiópia

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Terceiro álbum dessa mineira de Uberlândia; Ela que chegou “arrasando no carão”, saltão para intimidar só com seu caminhar e aclamada pela crítica especializada; Estilo black music, que enxergo Cassiano, Elza Soares, Tony Tornado, Mas de Castro, Tim Maia, Claudio Zoli, Johnny Hooker, Iza, Negra Li; Essa obra musical expande ancestralidade musical preta do Brasil. E de cima de um salto alto, samba na nossa cara ritmo, discurso, atitude, cores. E tudo isso em batida sofisticada. Um blend encorpado para ouvidos, coração e cérebro. Escolhi duas faixas do Carranca – “Águas de um mar” e “Etiópia” – que mostram o compromisso desta artista em escrever histórias novas e honrar quem trilhos caminhos antes de nós. Urias traz um posicionamento tão seguro e autêntico que me fascina em cada uma das faixas desse projeto. Eu digo: Só melhora, vai por mim!

O Rappa – álbum: As Melhores (2026) Faixa destaque: Anjos (Pra quem tem fé)

Me reencontrei com essa pérola desta banda que marcou nossos corações e tocou nossa consciência coletiva como ninguém vai fazer. Essa é minha visão pela força musical que construíram a cada ano de estrada. A faixa “Anjos” nos abraça e acolhe nossa vulnerabilidade mais íntima, acalmando sentimentos: “Pra te provar e mostrar que a vida é linda / Dura, sofrida, carente em qualquer continente / Mas boa de se viver em qualquer lugar / Volte a brilhar, volta a brilhar”. Nessa coletânea lançada em fev.2026, soma 13 faixas e todas trazem o resultado da coragem de experimentar suas habilidades somadas e em positividade infinita. Debates e discursos coerentes para musicar e nos mostrar a cada projeto, cada show. #ParaSempreORappa

Lettuce – álbum: Fly (2012) Faixa destaque: Fly

Banda instrumental americana, estilo big band recheada em metais e percussão. Tudo em prol do funk, soul, rock, e hip hop. Um blend que sustenta a black music como unificador social, por reunir diversão e convivência. Nos convidam à dançar pela sala, na cozinha, no chuveiro, onde puder se soltar no som. A faixa que trago para você saborear é “Fly” (que também dá o nome do álbum de 2012). Essa música abre o projeto em ritmo sedutor e alegre, nos deliciando com essa sincronia de instrumentos de sopro, teclado e bateria. Esse drink, quer dizer esse álbum traz mais 11 faixas também preciosas.

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Cassiano, Malive, PEATY, Neyl – Single: Onda – Remix (2025) Faixa destaque: Onda – Remix

Uma releitura que respeita a essência e amplia o alcance. Cassiano permanece como guia espiritual da faixa, enquanto os produtores atualizam a paisagem sonora com texturas contemporâneas. O groove continua intacto, mas ganha novas camadas que aproximam a canção das pistas e das novas gerações. É o Brasil fazendo o que sabe: atualizar sem perder a alma.

RIGOONI, Drelirium – Single: Além Mar (2024) Faixa destaque: Além Mar

A faixa “Além Mar” é travessia. Carrega uma atmosfera contemplativa, quase cinematográfica, onde cada elemento sonoro parece convidar o ouvinte a seguir adiante. Há uma sensação de horizonte aberto, como se a música fosse estrada, vento e pensamento ao mesmo tempo. Um eletrônico sensível, que prefere envolver do que impactar.

Risk Assessment, Monica Blaire – Single: It’s Not Right But It’s Okay – Vocal Mix (2023) Faixa destaque: It’s Not Right But It’s Okay – Vocal Mix

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Uma releitura potente de um clássico imortalizado na voz de Whitney Houston. Aqui, o afro house assume o protagonismo com elegância: batidas profundas, groove envolvente e uma base que convida o corpo antes mesmo da razão. A voz de Monica Blaire respeita o legado, mas não tenta imitá-lo e sim, cria uma nova leitura, mais orgânica, mais conectada à pista e ao tempo presente.

Mzansi Soulful Ones – Álbum: Além Mar (2024) Faixas destaque: “… I Regret What I Did” + “I Wish You Were Here Mom” + “You Cheated On Me”

Diretamente de Pretória, o duo formado por Nastic Deep SA e Brown Ice constrói uma sonoridade que pulsa sentimento. Suas produções caminham entre o deep house e a soul music, criando uma atmosfera onde cada batida parece sustentar uma história. As letras brilham com delicadeza sobre grooves suaves e envolventes. É música que não pressiona, pois sinto que ela convida. Um eletrônico que respeita o tempo da emoção.

Kraak & Smaak – Álbum: Boogie Angst (2005) Faixas destaque: “Keep Me Home” + “One Of These Days”

Já no álbum de estreia, o trio holandês mostra domínio absoluto de linguagem. Boogie Angst combina eletrônico, funk e disco com uma estética retrô que, paradoxalmente, soa extremamente moderna. É groove com inteligência, pista com personalidade. Um disco que envelhece bem justamente porque nasceu com identidade clara.

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Sébastien Léger – Single: Gaufrette (2025) Faixa destaque: Gaufrette

Léger tem o talento raro de transformar minimalismo em experiência sensorial rica. “Gaufrette” é leve, dançante e sofisticada, por isso recebeu o nome de um doce muito tradicional na França, que paree um waffle. A faixa mistura house, techno e progressivo com naturalidade, criando uma jornada sonora que cresce aos poucos e conquista sem pressa. Música para sorrir com o corpo.

Sébastien Léger, AWEN, Lost Miracle – Single: To The Sun (2026) Faixa destaque: To The Sun

Um encontro luminoso. A produção de Léger e Roy Rosenfeld (Lost Miracle) encontra na voz de AWEN uma assinatura emocional única. A faixa é expansiva, solar, perfeita para momentos de transição, aquele instante em que o dia vira noite ou o inverno começa a ceder espaço ao calor. É música que respira horizonte.

Daft Punk – Álbum: Random Access Memories – Drumless Edition (2023) Faixa destaque: Give Life Back To Music

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Retirar a bateria de um álbum tão icônico é quase um gesto cirúrgico. E funciona. Sem a percussão, somos convidados a mergulhar nas camadas mais profundas das composições: harmonias, texturas, detalhes escondidos. “Give Life Back To Music” ganha novo significado, quase como um manifesto. Essa escolha dialoga diretamente com essa playlist: ouvir além do óbvio, sentir além do ritmo. É conexão direta com o que chamo de #DeusSom.

Raye – Álbum: This Music May Contain Hope (2026) Faixa destaque: Where Is My Husband

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Com lançamento ontem 27 de março, o novo álbum de Raye entrega intensidade emocional e sofisticação musical.  Todo o álbum vem claramente influenciado pela black music dos anos 60, mas também reúne pop eletrônico e reefs de rock. Em “Where Is My Husband”, lançado em single no ano passado, a artista entrega um vocal impressionante por ser ágil, preciso e profundamente expressivo. A faixa carrega elegância e vulnerabilidade na medida certa. Escolhi essa música para encerrar a playlist como um convite: terminar para recomeçar.

Outono, estação de transição que tem gostinho de verão diminuindo pela cidade. Aquele sabor cítrico gelado começa a ganhar tons pastéis e comidas mais quentinhas. Para brindar, a mais bela luz solar acontece nos outonos, essa playlist pretende aquecer nossos corações, com estilo e cadência. Além de muita emoção para nos cobrir por mais de duas horas de música.

Vida longa à música — Leollo Lanzone

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Leollo

Leollo Lanzone é o alter ego de Mauro Galasso, que é de verdade, mas não cabia numa persona só. Tem olhar objetivo e sensível, tem o hábito de montar playlists, adora dançar eletrônico, sabe cozinhar, falar de amizade e tem opinião sobre quaaase tudo.




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