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Por que todo profissional deveria ter uma marca pessoal



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Durante muito tempo, falar em marca era algo reservado às empresas. Grandes companhias tinham marcas fortes, produtos tinham marcas reconhecidas, serviços buscavam construir marcas confiáveis. Pessoas, por outro lado, pareciam estar fora dessa lógica.

Mas o mundo mudou, meu caro empreendedor.

Hoje, qualquer pessoa que tenha uma atividade profissional, que produza algo, que lidere um negócio ou que participe de um mercado inevitavelmente constrói uma imagem pública. E essa imagem, queira você ou não, acaba se transformando em uma espécie de marca.

Talvez você nunca tenha parado para pensar nisso. Talvez imagine que marca pessoal seja algo ligado apenas a influenciadores digitais ou a profissionais que vivem de exposição. Mas a verdade é bem diferente. A marca pessoal existe mesmo quando não percebemos sua existência.

A questão central não é se você tem ou não uma marca pessoal. A pergunta verdadeira é outra. Você está construindo essa marca de forma consciente ou está deixando que ela se forme por acaso?

Essa diferença parece pequena, mas ela muda completamente o jogo.

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Empreendedor, pense por um instante nas pessoas que você admira no mundo dos negócios. Muito provavelmente, quando você ouve o nome delas, algumas características vêm imediatamente à mente. Talvez uma maneira de pensar, uma postura diante do mercado, um estilo de liderança, um conjunto de valores.

Isso acontece porque essas pessoas conseguiram construir algo que vai além de seus negócios. Elas construíram uma identidade pública.

E identidade pública, no fim das contas, é o coração de uma marca pessoal.

Muitos empreendedores acreditam que suas empresas são a única coisa que precisam comunicar ao mundo. Faz sentido pensar assim. Afinal, a empresa consome energia, tempo, investimento e uma quantidade enorme de decisões diárias. Parece natural concentrar toda a comunicação nela.

Mas existe um detalhe importante que muitas vezes passa despercebido.

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Empresas são projetos.

Projetos têm começo, têm desenvolvimento, mudam de rumo, às vezes são vendidos, às vezes são encerrados. Algumas empresas crescem e se tornam grandes organizações, outras cumprem um ciclo mais curto. Faz parte da dinâmica natural do mercado.

Pessoas, por outro lado, são histórias.

Uma pessoa pode criar várias empresas ao longo da vida. Pode mudar de área, iniciar novos projetos, experimentar caminhos diferentes. Pode aprender coisas novas, reformular ideias, desenvolver novos interesses.

A trajetória de um profissional quase nunca cabe dentro de uma única empresa.

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É justamente nesse ponto que a marca pessoal começa a fazer sentido.

Quando um empreendedor constrói uma marca pessoal, ele cria algo que atravessa todos os seus projetos. Essa marca se torna uma espécie de fio condutor da sua trajetória. Ela acompanha o profissional independentemente da empresa em que esteja envolvido naquele momento.

Isso traz uma vantagem enorme, principalmente em um mundo onde mudanças são cada vez mais frequentes.

Imagine um empreendedor que constrói uma reputação sólida ao longo do tempo. Ele compartilha ideias, participa de debates, escreve, conversa com o mercado, expõe seu modo de pensar sobre negócios, sobre estratégia, sobre inovação.

Com o tempo, as pessoas começam a associar determinadas ideias a esse profissional. Começam a entender sua forma de enxergar o mundo. Começam a confiar em sua visão.

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Agora imagine que esse empreendedor decide iniciar um novo projeto.

Existe uma diferença gigantesca entre lançar um projeto no anonimato e lançar um projeto quando as pessoas já conhecem quem está por trás da iniciativa.

Quando existe uma marca pessoal forte, cada novo projeto nasce com um ativo valioso. Ele nasce apoiado sobre a credibilidade de quem o criou.

Meu caro empreendedor, essa é uma das razões pelas quais tantos profissionais passaram a investir em sua presença pública nos últimos anos.

Mas existe outra razão ainda mais interessante.

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Empresas são, por natureza, mais focadas. Elas existem para resolver um tipo específico de problema. Oferecem um produto, um serviço, uma solução para um determinado mercado. Essa clareza de propósito é importante para qualquer negócio.

O problema é que pessoas raramente são tão focadas assim.

Profissionais curiosos, especialmente empreendedores, costumam ter interesses variados. Gostam de observar tendências, discutir ideias, refletir sobre mercado, tecnologia, comportamento, criatividade, gestão e muitos outros temas.

Nem tudo isso cabe dentro da comunicação de uma empresa.

Aliás, muitas vezes não deveria mesmo caber.

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Uma empresa precisa ter clareza de posicionamento. Precisa falar com seu público de forma consistente. Precisa manter foco em seu propósito central.

Já uma marca pessoal pode ser mais ampla.

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Ela pode funcionar como um território próprio, um espaço onde o empreendedor pode compartilhar reflexões que não pertencem necessariamente a um produto ou a um serviço. Pode falar sobre experiências, aprendizados, erros, percepções sobre o mercado e até sobre temas que simplesmente despertam sua curiosidade.

Esse território intelectual é extremamente poderoso.

Ele permite que o profissional construa uma relação mais direta com outras pessoas. Permite que o público conheça não apenas o negócio que ele criou, mas também a forma como ele pensa.

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E, convenhamos, muitas vezes as pessoas se conectam muito mais com ideias do que com produtos.

Outro ponto importante, caro empreendedor, é que vivemos em uma época em que confiança se tornou um ativo escasso.

O consumidor moderno está cercado por marcas, mensagens publicitárias e promessas de todos os lados. A quantidade de informação é tão grande que muitas pessoas passaram a buscar referências mais humanas.

Elas querem saber quem está por trás das empresas.

Querem entender quem criou determinado produto. Querem conhecer a visão de quem lidera certos projetos. Querem perceber autenticidade.

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A marca pessoal ajuda justamente a construir essa ponte.

Quando um empreendedor se posiciona publicamente, quando compartilha sua visão sobre o mercado e quando se permite participar das conversas que acontecem em sua área de atuação, ele deixa de ser apenas o dono de uma empresa.

Ele passa a ser uma voz dentro do seu campo de atuação.

Com o tempo, essa voz ganha relevância. Ganha alcance. Ganha respeito.

E isso cria um efeito interessante.

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Quanto mais forte se torna a marca pessoal de um empreendedor, mais ela acaba beneficiando também os projetos que ele desenvolve. A relação funciona em duas direções.

Os projetos ajudam a construir a reputação do profissional. E a reputação do profissional fortalece os projetos que ele cria.

Essa dinâmica se tornou ainda mais evidente com a expansão das plataformas digitais.

Hoje, qualquer empreendedor pode escrever artigos, compartilhar reflexões, publicar vídeos, participar de conversas e contribuir com ideias em seu mercado. Nunca foi tão fácil construir uma presença pública consistente.

Claro que isso exige disciplina. Exige pensamento. Exige uma certa disposição para se expor intelectualmente.

Mas os resultados podem ser extremamente valiosos ao longo do tempo.

Outro ponto que vale mencionar, empreendedor, é que marca pessoal não significa autopromoção exagerada. Não significa transformar cada publicação em um discurso sobre conquistas pessoais.

Na verdade, acontece exatamente o contrário.

As marcas pessoais mais interessantes costumam nascer da disposição de compartilhar conhecimento, de dividir aprendizados e de contribuir para as conversas que acontecem dentro de um determinado mercado.

Pessoas que constroem boas marcas pessoais geralmente falam mais sobre ideias do que sobre si mesmas.

Elas compartilham experiências reais. Falam sobre desafios que enfrentaram, decisões que precisaram tomar, caminhos que funcionaram e caminhos que não funcionaram tão bem assim.

Esse tipo de conteúdo cria proximidade. Cria identificação.

E identificação é um dos elementos mais poderosos de qualquer marca.

Talvez você esteja lendo este texto e pensando que nunca se preocupou muito com esse assunto. Talvez sua energia sempre tenha estado concentrada em fazer sua empresa funcionar, em atender clientes, em lidar com fornecedores, em enfrentar os desafios diários de quem empreende.

Isso é absolutamente compreensível.

Mas vale a pena começar a refletir sobre a sua presença no mundo profissional de uma forma um pouco mais ampla.

Que ideias você gostaria de compartilhar com outros empreendedores?

Que aprendizados acumulou ao longo da sua jornada?

Que visão você tem sobre o mercado em que atua?

Essas reflexões podem se transformar na base de algo muito maior. Podem se transformar no início de uma marca pessoal.

Nos próximos textos desta série, vamos explorar justamente esse processo. Vou compartilhar algumas reflexões sobre como nasce uma marca pessoal, como ela pode ganhar forma e como esse tipo de identidade pode acompanhar um profissional ao longo de diferentes fases da sua trajetória.

Mas, antes de seguirmos adiante, quero ouvir você.

Empreendedor, qual é a sua opinião sobre esse tema? Você acredita que a marca pessoal se tornou importante no mundo dos negócios ou acha que ainda é um conceito superestimado?

Deixe sua opinião nos comentários. A troca de ideias enriquece muito a conversa.

E, se este artigo fez sentido para você, não deixe de curtir o texto. Esse gesto simples ajuda muito o trabalho do colunista e permite que o conteúdo chegue a mais leitores.

Marcio Cabral Jr.

Márcio Cabral é cineasta, designer gráfico, publicitário e empresário. É diretor de criação na IAP Propaganda, e um dos sócios fundadores do 40EMAIS.




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