Your request was blocked.
> COLUNAS

Foco, cansaço e as pequenas pausas que me salvam



cansaço

O CONTEÚDO E MAIS ESTÁ NO WHATSAPP!

Junte-se a nós para ficar atualizado de todas as novidades!

O CONTEÚDO E MAIS ESTÁ NO WHATSAPP! Junte-se a nós para ficar atualizado de todas as novidades!

Confesso: esses dias eu estou cansada. Muito.

Não é aquele cansaço que passa com uma boa noite de sono. É um cansaço acumulado, desses que vêm quando a gente emenda tarefas, compromissos, prazos, responsabilidades e vai deixando a gente mesma sempre para depois.

Tenho mil coisas para fazer. Literalmente. A lista cresce mais rápido do que eu consigo riscar. E, curiosamente, eu não me sinto desorganizada. Pelo contrário. Estou focada, produtiva, resolvendo. Mas, ao mesmo tempo, me sinto exausta. E isso me fez parar para pensar: até que ponto manter o foco significa se esquecer de si?

Por muito tempo, associei foco à disciplina. A sentar, resolver, entregar e seguir para a próxima tarefa. Sem muita conversa interna. Só que o corpo conversa. E quando a gente não escuta, ele encontra outros jeitos de avisar.

Escrever este texto, inclusive, não veio fácil. A ideia estava ali, mas a energia… nem tanto. Talvez porque o próprio tema tenha me atravessado antes de virar palavra. Falar sobre foco, organização e autocuidado enquanto se está cansada é quase um exercício de sinceridade.

Organizar o dia virou necessidade. Eu anoto tudo. Prioridades, horários, prazos. Isso me ajuda a não me perder no meio do excesso. Mas aprendi, meio na marra, que organização sozinha não sustenta ninguém. Ela estrutura, mas não abastece.

PUBLICIDADE | ANUNCIE

O que me abastece, hoje, são pequenas pausas. Pequeníssimas, às vezes. Dez minutos. E não, não estou romantizando. São dez minutos reais, possíveis, no meio de dias cheios. Dez minutos para um café sem celular. Para respirar fundo. Para olhar pela janela e lembrar que existe um mundo acontecendo além da tela.

No começo, confesso que vinha a culpa. A sensação de que eu deveria estar fazendo “algo útil”. Mas fui entendendo que não parar também tem um custo. E ele aparece justamente quando a gente mais precisa de clareza, criatividade e presença.

Manter o foco, para mim, tem sido reaprender a escolher. Nem tudo precisa ser feito agora. Nem tudo precisa ser perfeito. E, principalmente, nem tudo pode acontecer às custas da minha energia.

Ainda tenho dias em que me atropelo. Em que emendo reuniões, mensagens, demandas, e chego ao fim do dia sem saber muito bem onde estive. Mas hoje percebo mais rápido quando estou passando do limite. E isso já é um avanço enorme.

O Segundo Tempo da vida não começa com um apito. Ele começa com uma percepção: desse jeito não dá para seguir.

PUBLICIDADE | ANUNCIE

E não porque estamos fracassando, mas porque estamos humanas.

Tenho tentado ser mais honesta comigo. Respeitar o cansaço sem dramatizar, mas também sem ignorar. Ajustar o ritmo quando dá. Aceitar que alguns dias rendem menos e outros rendem melhor justamente porque houve pausa antes.

Cuidar de mim não virou um grande projeto. Virou prática possível. Imperfeita. Às vezes falha. Mas necessária. E isso mudou a forma como eu encaro o foco. Ele deixou de ser rigidez e passou a ser sustentação.

Porque foco, no fim das contas, não é sobre fazer mais.
É sobre conseguir continuar sem se perder de si no caminho.

Se hoje só couberem dez minutos, que sejam dez minutos verdadeiros. Amanhã, quem sabe, cabem quinze. O importante é não atravessar os dias no automático, ignorando os sinais claros de exaustão.

PUBLICIDADE | ANUNCIE

Esse texto nasce exatamente desse lugar: de quem está cansada, cheia de coisas para fazer, mas decidida a não se abandonar no processo. Talvez seja isso que o Segundo Tempo pede da gente: menos cobrança e mais escuta.

E, honestamente, já é muito.

Aqui nesse espaço confortável para mim eu compartilho partes do meu dia, fatos e meus perrengues as vezes. Mas com a clara intenção de mostrar que somos humanos e precisamos de momentos só nossos, de pausas mesmo que pequenas e não é demérito para ninguém é necessidade e direito de sermos nós mesmos. Simples assim!

Uma excelente semana a todos!

Grande abraço 😊

PUBLICIDADE | ANUNCIE

Selma Cabral.

Selma Cabral

Selma Cabral- Diretora e Consultora de Turismo e Eventos na Empresa Turismo & Ideias e Colunista e Mentora para Negócios no portal Conteúdo e Mais.




CRIE SUA CONTA GRÁTIS E ENTRE NA CONVERSA!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


TRAGA A SUA VOZ PARA O CONTEÚDO E MAIS!

Escreva, compartilhe e influencie! Torne-se um colunista e publique suas opiniões, experiências e ideias em nossa plataforma.


Scroll to top