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Empreendedor: como o Estado vai te atrapalhar hoje?



Estado

Empreendedor, se tem uma coisa que você já deve ter percebido, e se não percebeu, você está de sacanagem, é que o Estado não é seu parceiro. Ele é, no máximo, um obstáculo que você precisa aprender a driblar para continuar criando, vendendo, inovando e, claro, sobrevivendo.

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Pode parecer duro, mas a verdade é simples: quanto mais você produz, mais o Estado tenta tirar de você. Quanto mais você quer crescer, mais barreiras ele cria. E o pior é que ele faz tudo isso dizendo que é para o seu bem.

Você, que arrisca o próprio tempo, dinheiro e reputação para colocar uma ideia em pé, já percebeu como o jogo é injusto. Mas talvez ainda não tenha notado o quanto isso é deliberado, o quanto o sistema foi desenhado para te esgotar, te cansar e te fazer achar que depende dele.

Pois bem. Vamos destrinchar isso juntos.

O primeiro abraço de urso do Estado vem disfarçado de “contribuição”. Você abre uma empresa, compra um computador, paga internet, e antes mesmo de fazer seu primeiro cliente, já deve uma fortuna em impostos.

E quando finalmente começa a faturar, descobre que o Estado leva um pedaço de cada respiração sua.
É imposto sobre o que você vende, sobre o que você compra, sobre o que você paga, sobre o que você ganha e até sobre o que você perde.

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E se ousar crescer, ele leva mais.
Se contratar alguém, ele leva mais.
Se investir em equipamento, ele leva mais.

Você trabalha 12 horas por dia, vira noites, lida com clientes, fornecedores, funcionários, e o Estado aparece de manhã, de terno e gravata, pra dizer: “Parabéns pelo esforço, agora me passa 40% disso aí.”

Tudo isso sob a justificativa de que “sem impostos, o país não anda”. Como se fosse problema seu.

Agora imagine que você quer formalizar tudo direitinho.
Quer seguir as regras, abrir empresa, emitir nota, pagar impostos em dia.
Prepare-se: você vai precisar de um contador, um advogado, e, se possível, um tradutor para entender o português da Receita Federal. Aliás, se você prestou concurso para trabalhar na receita, você é o pior tipo de ser humano que existe. Parasita.

O Brasil é uma máquina de travar quem quer andar.
O país parece feito para que o empreendedor nunca chegue até o fim do processo sem perder tempo, dinheiro e paciência.

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Alvará de funcionamento, licença sanitária, autorização ambiental, registro na junta, no município, no estado, na União.
E quando você acha que acabou, surge mais uma norma, uma taxa, uma exigência.

E o mais perverso é que tudo isso vem travestido de “controle”, “segurança” e “padronização”. Mas o resultado é o oposto: imprevisibilidade, insegurança e caos.

O Estado diz que quer “organizar o mercado”.
Mas o que ele realmente faz é criar um sistema onde só sobrevive quem já tem capital para navegar na burocracia.

Pequenos morrem na praia, grandes viram tubarões.
E o Estado aplaude o mar revolto que ele mesmo criou.

Você já deve ter ouvido aquele papo de “incentivo fiscal”, “crédito subsidiado”, “linha especial para empreendedores”.
Pois é. Soa bonito — até você descobrir que esses benefícios não foram feitos pra você.

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Eles são para os grandes, os que têm lobby, os que financiam campanhas, os que sabem o número certo para ligar em Brasília.

Enquanto você, pequeno empresário, luta por um empréstimo no banco, com juros que fariam agiota corar, tem grupo bilionário pegando dinheiro público com taxa simbólica e carência de cinco anos.

E o mais irônico é que é o seu imposto que paga o subsídio deles.

O Estado se intromete no mercado dizendo que quer “estimular a economia”, mas na prática, só distorce a concorrência.
Empresas ineficientes continuam vivas porque o governo as sustenta, e empresas competentes morrem porque não têm como competir com quem mama no orçamento público. Lembre-se disso quando for pagar a conta da Claro, da Vivo etc.

Empreendedor que já teve funcionário sabe: a CLT é uma armadilha.
Ela parece proteger o trabalhador, mas, na prática, impede que muita gente seja contratada.

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Você quer contratar alguém, mas o custo real é o dobro do salário. Literalmente!
Quer dar um bônus, precisa justificar com mil papéis.
Quer desligar alguém de forma respeitosa, se prepara para o risco de processo.

O resultado?
Milhões de pessoas na informalidade e empreendedores com medo de crescer.

É triste, mas verdadeiro: no Brasil, é mais seguro abrir uma offshore do que contratar alguém.

E tudo isso porque o Estado acha que pode  ditar como duas pessoas livres devem se relacionar. Vamos pensar nisso: uma entidade burra, corrupta e truculenta acha que pode ditar alguma regra. A pretensão é imensa.
Como se você, empreendedor, e seu colaborador não fossem capazes de firmar um acordo voluntário, justo e benéfico para ambos.

Outro ponto que corrói o espírito empreendedor é a falta de previsibilidade.
A regra muda o tempo todo, a interpretação da lei varia conforme o fiscal, e o governo tem o péssimo hábito de “inventar” obrigações retroativas.

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O Brasil parece aquele árbitro que apita o jogo e muda a regra no meio do segundo tempo.

Você segue o manual, faz tudo certo, e ainda assim corre o risco de ser multado, processado ou autuado por algo que ninguém sabia que existia.
É o tipo de ambiente que mata a ousadia e o investimento. Não temos muitos Elon Musks aqui, não é mesmo?

E quando você tenta buscar justiça, descobre que o Judiciário é lento, confuso e imprevisível.
Às vezes você vence — dez anos depois.

Enquanto isso, o Estado continua cobrando.

Mas talvez o golpe mais sutil não venha da lei nem do imposto, e sim da mentalidade.
O Estado brasileiro passou décadas alimentando a ideia de que o sucesso individual é algo suspeito.

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O empreendedor é visto como alguém que “explora”, que “lucra demais”, que “deveria ajudar mais o país”.
E essa narrativa foi se infiltrando em escolas, universidades, redações e até nas mesas de bar.

Resultado: o brasileiro médio desconfia de quem enriquece pelo mérito.
Prefere acreditar que o Estado é o herói — e que o empreendedor é o vilão.

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Mas, meu bom empreendedor, nós sabemos que é o contrário.
É você quem cria, quem gera emprego, quem paga imposto, quem financia o funcionamento desse teatro estatal.
E é o Estado que, de terno e crachá, vive à sua custa, prometendo o que nunca entrega.

O Estado diz que quer “estimular o empreendedorismo”.
Lança programas, feiras, editais, campanhas de incentivo.
Mas, ao mesmo tempo, mantém todas as correntes que impedem o empreendedor de se mover.

É como um treinador que amarra o atleta e depois o critica por não correr mais rápido.

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Você precisa pedir autorização para inovar, pagar para existir, justificar cada movimento.
E ainda ouvir discursos sobre “liberdade econômica” vindos dos mesmos que criam as barreiras.

O resultado é um paradoxo doloroso:
Temos um dos povos mais criativos do mundo, mas presos num dos ambientes mais hostis à iniciativa privada.

Ser empreendedor no Brasil é, no fundo, um ato de resistência.
Resistência contra o conformismo, contra o assistencialismo e contra a mediocridade que o Estado tenta impor.

Você não é um número no CNPJ.
Você é o motor silencioso da economia.
É quem sustenta os empregos, quem movimenta o mercado, quem cria soluções reais para problemas que o Estado ignora há décadas.

E apesar de tudo — dos impostos, da burocracia, das leis absurdas e da desconfiança social —, você continua tentando.
Isso, por si só, já é heroico.

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Mas o libertário em mim te diz uma coisa:
Não espere que o Estado mude.
Ele não vai. 
Ele vive justamente da sua dependência, da sua submissão, do seu medo. Faça o Estado acabar!

O que você pode — e deve — fazer é enxergar a engrenagem como ela é.
E, pouco a pouco, encontrar maneiras de viver e empreender com o mínimo de interferência possível.
Buscar alternativas, descentralizar, automatizar, reduzir a dependência, e fortalecer sua liberdade individual. Faça o Estado acabar!

Agora quero ouvir de você,  empreendedor.
Quantas vezes o Estado já te atrapalhou?
Quantas oportunidades morreram na fila de um alvará, num processo trabalhista, ou num imposto impossível de entender?

Deixe suas opiniões nos comentários — quero saber sua visão sobre isso.
E se esse texto fez sentido pra você, curta, compartilhe e comente.  Isso ajuda muito o colunista e faz com que mais empreendedores como você encontrem essa reflexão.

Porque, no fim das contas, a liberdade só se fortalece quando a gente fala sobre ela.

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Marcio Cabral Jr.

Márcio Cabral é cineasta, designer gráfico, publicitário e empresário. É diretor de criação na IAP Propaganda, e um dos sócios fundadores do 40EMAIS.




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